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Resenha: Don't Break The Oath (1984)

Álbum de Mercyful Fate

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Conseguindo ainda mais destaque

Por: André Luiz Paiz

18/03/2019

Se o Mercyful Fate conseguiu conquistar a atenção dos fãs de heavy metal com "Melissa", o seu sucessor, "Don't Break The Oath", foi a consolidação definitiva.

Estamos aqui diante de mais um dos grandes álbuns de heavy metal da história. A identidade já definida no primeiro álbum do grupo foi mantida com grande estilo, sendo uma sequência perfeita dentro do que já havia sido proposto. Peso, agressividade, riffs memoráveis e grandes melodias compõem esta obra.

Muitas pessoas não se identificaram com "Don't Break The Oath" no momento de seu lançamento no Brasil. A versão em LP nacional veio com qualidade sonora sofrível, fazendo com que muitas pessoas simplesmente desistissem dele. Mais adiante, quando relançado em CD, enfim recebeu seu devido reconhecimento.

A abertura com o riff rasgado de "A Dangerous Meeting" já consegue trazer o ouvinte para dentro da atmosfera do trabalho. Destaque para o vocal de King Diamond, como sempre. Em seguida, a veloz e complexa "Nightmare" judia dos falantes e permite balançar o pescoço enfurecidamente.
Seguindo com "Desecration Of Souls" e "Night Of The Unborn", temos mais duas grandes faixas, que mesclam cadência e peso. A introdução macabra de "The Oath" é ótima, trazendo o clima ideal para o crescimento da canção, com o peso e velocidade perfeitamente encaixados. Todas são destaques, assim como "Gypsy", que soa mais acessível e traz equilíbrio.
"Welcome Princes Of Hell" é uma das minhas favoritas, principalmente pela influência sabbathiana. "To One Far Away" é uma vinheta legal, porém descartável. Está posicionada ali apenas para abrir passagem para um dos clássicos do grupo: "Come To The Sabbath". Sem comentários adicionais sobre esta faixa, apenas ouça!

Após este grande o lançamento, o grupo passaria por um final precoce, simplesmente pelas diferenças musicas de King Diamond, que focava em manter as suas origens, e o ótimo guitarrista Hank Shermann, que buscava ceder às exigências das gravadoras em busca de um som mais comercial. Por sorte o grupo foi retomado mais adiante e pôde nos brindar com outros bons álbuns. Esta separação resultou na formação dos grupos Fate, com Hank, e King Diamond, liderado pelo vocalista.

Há um debate frequente sobre qual disco é melhor: "Melissa" ou "Don't Break The Oath". Eu fico com o primeiro. E você?

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