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Resenha: Magic (1997)

Álbum de Axel Rudi Pell

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Encerrando um ciclo com poucas novidades

Por: André Luiz Paiz

18/03/2019

Enquanto "Black Moon Pyramid" consagrou-se como o melhor álbum da era Jeff Scott Soto no grupo Axel Rudi Pell, "Magic" surgiu como um passo atrás, com a banda fazendo pouco fora do já explorado. Isso é ruim? Depende do que o fã espera.

O antecessor de "Magic" destacou-se positivamente por trazer novos elementos ao som da banda, contando assim com boas surpresas dentro do que foi proposto. Aqui, temos um álbum mais pesado e direto, quase completamente um trabalho de power metal. Assim, Jeff Scott Soto voltou a explorar áreas mais agressivas e agudas do seu timbre. Há também pouco espaço para Jörg Michael, já que os bumbos duplos são predominantes. Sim, estamos falando de um disco veloz e pesado.

Após a introdução, "Nightmare" e "Playing With Fire" são bons destaques, embora não tragam inovações e a banda já tenha lançado boas músicas com a mesma proposta. Em contrapartida, os vocais são ótimos.
O primeiro grande destaque está na faixa-título, um épico cadenciado e pesado, que consegue manter o ouvinte durante os seus mais de nove minutos.
"Turned To Stone" segue o estilo e velocidade das primeiras músicas, embora seja muito boa.
O primeiro destaque realmente negativo é a balada de doze minutos chamada "The Clown Is Dead". Perdão aos que gostam, mas a faixa não evolui e se demonstra cansativa.
Voltando com a mesma velocidade de outrora, "Prisoners Of The Sea" é um ótimo petardo e se coloca dentre as melhores do disco, mas é seguida por "Light In The Sky" dentro de proposta similar e com pouco destaque.
Por fim, encerramos com a boa balada "The Eyes Of The Lost", com boa interpretação de Jeff.

É isso... um bom álbum mas, para quem conhece a carreira da banda em ordem cronológica, é esperado ter se decepcionado após a alta expectativa gerada pelo trabalho que o antecedeu. Olhando como um lançamento isolado, agrada bastante aos fãs de power metal.
Ainda falando sobre a cronologia da banda, é compreensível que Jeff Scott Soto tenha se cansado e procurado por outros desafios. Principalmente porque a sua voz viria a passar por mudanças no futuro que praticamente o impossibilitariam de continuar cantando como aqui.

Era hora de mudar? Então, para isso estava a caminho: Johnny Gioeli!

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