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Resenha: Until Dawn (2018)

Álbum de Elvellon

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Agora a Alemanha tem seu próprio Nightwish

Autor: João Paulo

15/03/2019

Nada como conhecer uma banda nova, e ficar com aquela cara de surpreendido, admirado, impactado. Foi justamente o que me aconteceu essa semana, ao ser apresentado ao ótimo Elvellon, em um grupo de fãs do Nightwish, pelo Facebook. 

Elvellon é uma banda de metal sinfônico, da cidade de Moers, na Alemanha, e chega até ser engraçado assumir que fiquei impactado com a sonoridade dos alemães, sendo que vários elementos que eles apresentam mostra uma nítida influência do Nightwish, ou seja, nenhuma novidade, exceto pelo fato de que é uma banda dentro de um gênero um tanto quanto batido, que consegue convencer e segurar o ouvinte. 

Existe um equilíbrio de elementos, orquestração e melodias bem trabalhadas, com plena potência, tanto pela voz marcante e poderosa da vocalista Nele Messerschmidt, quanto pelo peso das guitarras e arranjos, coisa que já é bem característica do metal alemão no geral. Faixas como: Spellbound, Oraculum, Silence From The Deep, a pesada The Puppeteer, a linda Fallen Into A Dream, a marcante Until Dawn, Dead-End Alley, a longa e belamente orquestrada Shore To Aeon, Born For Hope com uma cara meio “Nemo”, e Dreamcatcher são alguns dos destaques desse primeiro full-lenght que apresenta uma banda com um grande potencial no gênero. Até a capa de Until Dawn nos remete às artes de alguns trabalhos do Nightwish. 

O metal sinfônico atualmente é um gênero difícil de surpreender, devido a quantidade de bandas e devido a repetição de fórmulas, mas o Elvellon consegue quebrar tais paradigmas, vale a pena conferir. 

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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