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Resenha: Never Say Surrender (1993)

Álbum de Red Dawn

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O álbum que mudou a paisagem do Hard Rock dos anos 90 para sempre

Por: Paulo Sanches

06/03/2019

O que dizer de uma banda que lança apenas um álbum, que detona, com ótimas letras, belas melodias, um química maravilhosa e cinco veteranos do Rock and Roll?? Músicos remanescentes do Rainbow, Trans-Siberian Orchestra, Alice Cooper, Joe Lynn Turner, Ted Nugent, Vinnie Moore e Meatloaf. O resultado não poderia ser outro: ESPETACULAR!!!

Capitaneado pelo produtor e tecladista David Rosenthal (formado na Berklee), após deixar o Rainbow em meados dos ano 80, David começou a compor o material com vocalista Mitch Malloy, porém a gravação de um álbum proposto foram abandonadas. Malloy decidiu seguir carreira solo enquanto Rosenthal queria formar uma banda permanente. David então, recrutou o baterista e amigo Chuck Bürgi, ao qual já haviam tocados juntos no Rainbow. Para os vocais, uma descoberta vocal extraordinária, Larry Baud, na guitarra Tristan Avakian, com sua notável técnica e sensação melódica. E, completando o time, o multi-requisitado e talentoso Greg Smith, completando assim o time do Red Dawn. 

Com muito profissionalismo e uma produção refinada, "Never Say Surrender" foi lançado em 1993, apesar de tido pouca repercussão na época, devido a ascensão do Grunge, o álbum vendeu muito bem, superando as expectativas e rendendo até uma tour pelo mundo!!

A faixa que abre o álbum é "Flyin' High", quebrando tudo com uma intro de teclado enigmática (lembrando muito Greg Giuffria), seguido por uma batida sólida e marcante de bateria, baixo pesado e estralado, riff de guitarra poderoso e melódico, enquanto o
vocal de Larry Baud (impressionante a semelhança e técnica vocal com Joe Lynn Turner) corta cada estrofe (desafina duas vezes, tamanha é a potência
vocal do homem, propositalmente, não sofrendo edição) com a sua voz potente e rasgada, e um refrão maravilhoso!!

A segunda faixa, para os amantes de AOR, a emoção é ainda maior, "I'll Be There" é um dos itens essenciais do álbum. Com uma intro bem suave, melódica e pulsante e um refrão pegajoso! A faixa é melhor descrita como uma parte Survivor, uma parte Danger Danger, uma parte Mitch Malloy e seis partes Desmond Child(kkkkkk). Tão bom quanto qualquer coisa gravada durante o auge do gênero (1984-1989).
Resumindo, é uma das melhores faixas de rock melódico que você já ouviu… e ponto final!!

Logo em seguida, "Promisses" opta por algo muito mais lento e balanceado, com os teclados por toda a faixa, quase uma sustentação direta de alguns clássicos do Foreigner. O refrão soa como algo emprestado da "Odyssey" de Yngwie Malmsteen.
Porém, dessa vez é o guitarrista Avakiari que rouba a cena com um solo muito inspirado, lidamente tocado! 
 
Um dos grandes destaques também é a faixa "Take These Chains", uma  balada sensacional de grande escala (na linha de Jim Jamison e Winger). Como esperado, a banda leva tudo passo a passo. As guitarras cristalinas, timbragem semi-blues de Tristan, se encaixam perfeitamente com o baixo e a bateria criando um ritmo inabalável, extremamente melódico. Os teclados na medida certa, enquanto Baud com sua voz rasgada e precisa, dá um show de interpretação e entrega vocal, com direito até corais! Uma das maiores baladas que ouvi até hoje!! SENSACIONAL!! 

Enfim, "Never Say Surrender" é um álbum que merece ser ouvido, cada faixa com um bom fone de ouvido e apreciado com moderação, pois cada música tem uma história para contar. Um álbum subestimando, muito bem feito, com equilíbrio entre Metal, Hardrock e AOR! E, após 26 anos, retorna como um clássico insuperável!!

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