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Resenha: Gun To Mouth Salvation (2019)

Álbum de Carnal Forge

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Ainda buscando espaço em meio à destruição

Por: Diógenes Ferreira

20/02/2019

Não é de hoje que acompanho a saga do Carnal Forge em busca de seu espaço nas trincheiras do Death/Thrash sueco e querendo seu lugar ao sol nas fileiras mundiais mendigando maior reconhecimento. Desde o seu debut em 1998 que a banda sempre entregou um som 'porrada' bem técnico, mas com pegada firme. Esse bendito debut então, foi uma coisa avassaladora no underground da época, o que acabou levando a banda a assinar com a tradicional gravadora Century Media para lançar seus álbuns seguintes e quando pensava-se que a banda iria estourar de vez, o grupo não conseguiu sair do underground. 

Vimos outras bandas contemporâneas do Carnal Forge crescerem e hoje serem reconhecidas e influentes, como por exemplo o The Haunted e At The Gates, mas o Carnal Forge... nada. Talvez, em algum momento se o Carnal Forge tivesse apostado em algumas canções com mais melodias ou com certo apelo comercial como o Arch Enemy fez, tivesse tido mais holofotes, mas a banda sempre foi mais visceral e extrema que o grupo dos irmãos Amott, embora a sonoridade ainda seja bem semelhante. Semelhança essa que também aponta ser uma banda de irmãos guitarristas (Jari Kuusisto e Petri Kuusisto) tão talentosos quanto Michael Amott e Christopher Amott. 

Verdade seja dita, a banda sempre manteve um nível regular em seus álbuns, tamanha a similaridade de seus discos, não diferenciando muito uns dos outros, mas não ao ponto de serem ruins, pelo contrário, o pau sempre comeu solto e com uma sonoridade cirúrgica. O novo álbum de retorno (Gun to Mouth Salvation - 2019) depois de 12 anos desde o último lançado (Testify For My Victims - 2007) é a prova de que os irmãos Kuusisto ainda tem lenha pra queimar e continuam no mesmo esquema de sempre, sem novidades, mas que continuam entregando um trabalho de respeito, com toda a insanidade de seus discos anteriores. Músicas como "Reforged", "Aftermath", "Endless War", "King Chaos", "The Order" e "Hellride" são provas de que o Carnal Forge ainda tem pique para continuar buscando seu espaço em meio à destruição.

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