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Resenha: Keeper Of The Seven Keys - Part II (1988)

Álbum de Helloween

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Uma obra de arte, com metal e melodias

Autor: Fábio Arthur

29/01/2019

As mudanças são necessárias por vezes e o Helloween, após seu EP e o disco de estreia, não queria seguir a mesma direção e ficar estagnado. Assim, o grupo se valeu de Michael Kiske - garoto em época - mas que denotava ótima técnica e alcance vocal. 

Sendo esse intitulado de "Keeper of The Seven Keys II" , o grupo em seu terceiro trabalho, segundo com Michael, alcançaria sucesso mundial. Entre a Ásia, Europa e nos EUA o Helloween seria tudo como referência e grande banda. 

Com esse horizonte ampliado e muita disposição, a banda participou de festivais, elaborou vídeos, lançou singles aclamados e conseguiu o tão almejado  disco de ouro. 

Em verdade, tanto o primeiro como segundo Keeper, eram na verdade para compôr um álbum duplo, mas devido a escassez de recursos financeiros, a gravadora os obrigou a lançar separadamente, o que deu muito certo por sinal.

O disco permeia entre o metal melódico - que foi muito copiado anos depois - com uma vertente mais aprofundada entre um heavy com speed. E assim que, mediante a isso e aos vocais e harmonias grandiosas, deram um tom único dentro do repertório. A banda se sobressai de forma intensa, deixando pérolas atrás de pérolas musicais que nos remetem a emoções variadas aos escutá-las. 

Ainda aqui, a banda seria muito bem recebida pelos fãs e crítica. Kay Hansen continuaria com os vocais de apoio e as guitarras, e esse seria seu último disco com o grupo. No mais, o Helloween trouxe a ousadia e mudou a direção do chamado "Power Metal", trazendo uma roupagem muito uniforme. 

Desde a introdução do álbum até sua última nota, o que vemos é uma banda entrosada e cheia de ideias muito bem formuladas. Os clássicos permeiam o disco todo e fica impossível ouvir uma faixa e pular outra, tamanha desenvoltura das mesmas. 

"Eagle Fly Free" mega-canção e uma das mais belas faixas já escritas por uma banda de heavy metal, nos remete a uma odisseia épica e sem fronteiras. 

"You Always Walk Alone", outra faixa explosiva e dotada de vocalizações perfeitas e que é uma das melhores do disco também.

"Dr. Stein", com sua letra muito peculiar, é um som bem diferenciado. Se tornou clássica e é tocada até hoje nas turnês.

"We Got The Right", poderosa, com Kiske mantendo altos níveis em gloriosos agudos.

"I Want Out" é perfeita.

E em "Keeper of The Seven Keys", a banda mostra que não somente o Iron Maiden sabia compor faixas longas com qualidade. 

Enfim, o disco tem muito mais a ser conferido, mas essas faixas mostram que os alemães não estavam de brincadeira quando lançaram essa obra-prima no mercado. 

Happy, happy Helloween!

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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