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Resenha: Presto (1989)

Álbum de Rush

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Fechando mais uma década com superioridade

Por: Fábio Arthur

28/01/2019

Ao longos dos anos, o Rush foi mudando seu direcionamento musical, mas não sua qualidade. Em "Presto", de 89, o que se vê é um disco altamente bem elaborado, com elementos contidos dos anos passados e uma técnica musical exemplar. Aqui, a banda muda de gravadora e então começa a obter também novos fãs, que acabaram se deliciando com a faixa vinculada na MTV,  "The Pass", e assim o grupo seguiria com maior divulgação durante o período póstumo.

A sonoridade inserida no álbum torna-se agradável aos ouvidos por tamanha clareza de seus elementos e os mesmos inundam as faixas com detalhes ricos e vigorosos. 

Hupert Hine produziu, adicionou vocais de apoio e até mesmo tocou sintetizadores, juntamente com Geddy Lee; esse que aliás aqui, demonstra tamanha paixão contida em vocalizações perfeitas e de muito bom gosto. 

Falando dos músicos, Neal Peart mantém sua técnica intacta e derrama virtuosidade, mesmo nas linhas mais calmas do disco. Alex Lifeson, valendo-se de riffs e níveis acima de melodias, também representa e muito o ciclo exibido pelo Rush em "Presto".

"Show Don't Tell" é uma canção apurada, moderna e elegante por assim dizer, e abre o disco de forma excepcional. "Scars" e "Anagram" são obras intocáveis e que geram um arrepio em primeira audição. Mantendo a linhagem perfeita, temos a estupenda "Superconductor", e assim o álbum segue mega e muito além de um mero disco e sim um desenho clássico de boa música. 

O Rush nunca foi um grupo de fazer o simples e sempre optou por hipnotizar seus ouvintes com agradáveis faixas. Em sua obra perfeita, a banda faria deste mais um monumento à arte, de maneira intrigante e com excelência.

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