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Resenha: The Soft Parade (1969)

Álbum de The Doors

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Distanciando do passado

Autor: Fábio Arthur

23/01/2019

O produtor Paul A. Rothchild insistiu para que o The Doors mudasse sua direção musical após o terceiro disco, o que trouxe um certo benefício para o grupo. Mas, a banda não passava por bons momentos naquele instante. Vindo de turnês constantes e dos problemas pessoais de Jim Morrison, a banda tinha dificuldades em compor e gravar o quarto disco, que viria a ser "The Soft Parade". 

A aliança entre o Jazz, Pop, Rock Psicodélico e o Rock Sinfônico enriqueceu a veia musical do grupo, mas nem todo fã e mídia compreendeu a vertente. O álbum permaneceu na sexta posição durante 28 dias nos EUA e mesmo assim ainda, as pessoas se perguntavam: aonde está o The Doors?

Paul Harris cuidou da área dos sopros e fez um trabalho de direção bem forte e conciso. O grupo se apresentou ao vivo em programas de TV, onde se exibiram com orquestra, para realmente apresentar o conteúdo do disco novo. 

Ao escutar esse álbum, o ouvinte tem que  conectar de forma aberta e sem se ater aos trabalhos passados do grupo. O disco traz momentos realmente diferenciados, caso de "Tell All The People", a faixa-título "The Soft Parede" e "Touch Me". Por outro lado, temos as canções mais frias e talvez como alguma obra inserida do Doors mais antigo, como  "Wild Child" e "Do It". Ainda assim o disco sempre denota algo muito coerente e de bom tom. 

Esse se tornou um dos discos em que o Doors passaria longe de seu repertório em trabalhos futuros, mas ainda assim é um álbum muito bem escrito.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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