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Resenha: Master Of The Rings (1994)

Álbum de Helloween

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O retorno do Heavy Metal

Por: Jeferson Barbosa

18/01/2019

O ano de 1994 começava sem muitas novidades no Heavy Metal. Parecia que muitas bandas tinham perdido a inspiração e o movimento só vinha decaindo, sendo que era difícil ouvir algo que de fato chamasse a atenção.
Os lançamentos eram recebidos meio que com desconfiança pelos fãs de algumas bandas, como era o caso do Black Sabbath, que depois de uma segunda separação com Dio, lançava “Cross Purposes”. O Motley  Crue havia demitido Vince Neil e acabava de gravar com John Corabi, um disco tido como denso e totalmente diferente do que a banda tinha feito até então. O Queensryche lançava “Promise Land” e começava um sono profundo e sem a criatividade rotineira. o Savatage colocava no mercado o bom “Handfull Of Rain”. Não podemos esquecer de Bruce Dickinson, que também lançaria naquele ano o péssimo “Balls To Picasso”.
Nem o grande Ronnie James Dio escapou desse marasmo ao lançar "Strange Highways", muito criticado na época.
Tais trabalhos nunca foram unanimidade entre os fãs da banda e parecia existir naquele momento uma aura que evidenciava um futuro não muito promissor para o estilo.
Mas, eis que de repente, começou a ser publicado em algumas revistas que a banda Helloween tinha recrutado um novo vocalista e que o novo trabalho vinha chamando a atenção de muitos críticos que ficaram decepcionados com seu antecessor “Chameleon” e que culminou inclusive com a saída de um dos referenciais da banda, o grande vocalista Michael Kiske.

"Master Of Rings" começa com aquela introdução característica da banda em todos os trabalhos, muito bacana por sinal, “Irritation” abre caminho para a porrada “Sole Survivor”, que mostra que a banda está afiadíssima.
“When The Rain Grows” mostra que o novo baterista Uli Kusch também veio somar ao time, arrebentando com uma introdução arrasadora de bateria, essa música viria a se tornar um clássico rapidamente.
No disco também encontramos as maravilhosas “Why” (quem não sente vontade de acompanhar Andi Deris a plenos pulmões nessa música?) e “Mr. Ego” com seu clima denso também é bem bacana.
“In The Middle Of A Heartbeat”, na minha opinião,  é uma das mais lindas baladas que ouvi até hoje.
Existe uma edição com disco bônus que inclui a arrasa quarteirão “Cold Sweet”, do Thin Lizzy, que ficou show na voz de Andi, “I Stole Your Love”, do Kiss, que ficou pesadíssima e “Closer To Home”, do Grand Funk Railroad, que também ficou de tirar o chapéu.
Enfim, um disco que passou muito próximo da perfeição numa época que o Heavy Metal estava em baixa.

Na minha sincera opinião, que isso fique bem claro, esse álbum foi o responsável pelo ressurgimento do gênero e até hoje é uma referência para mim no estilo e na discografia da banda.
E por que decidi resenhar esse disco?
Depois de muito tempo resolvi ouvi-lo na íntegra e o resultado foi muito prazeroso. Cantei quase todas as músicas, toquei air drums, enfim, é muito prazeroso redescobrir obras assim perdidas no tempo, discaço!
Nem preciso dizer que Andi Deris tornou-se uma referência para mim naquele momento, vindo a comprar todos os seus trabalhos junto a sua ex-banda PINK CREAM 69.

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