Para os que respiram música assim como nós


Resenha: House Of God (2000)

Álbum de King Diamond

Acessos: 225


A Casa de Deus

Autor: André Luiz Paiz

11/01/2019

Jesus Cristo realmente morreu na cruz? King Diamond apresenta: “House Of God”, com a sua versão da história.

Baseada na lenda de Rennes-le-Château e da igreja dedicada à Maria Madalena, a história começa com um homem que se perde em meio às montanhas e é cercado por lobos. Um deles se destaca pela pelugem cinza e olhos brilhantes. Nosso personagem acaba conduzido  até uma pequena igreja em uma colina, até a Casa de Deus. Na entrada está escrito: “Este lugar é terrível”. Após adentrar ao recinto, as coisas começam a mudar. O lobo se transforma em uma linda moça de nome Angel e os dois se apaixonam. Após um tempo, ela revela a ele que é a guardiã da igreja e que, se ele realmente a ama, deverá assinar um pacto para libertá-la, ficando em seu lugar. Daí pra frente, mais uma conclusão clássica e imperdível.

“House Of God” traz de volta a empolgação que faltou em “Voodoo”. Muito mais elaborado em termos de composição e execução, não é tão acessível a princípio, sendo que requer paciência do ouvinte para assimilar todos os componentes apresentados nele. Mas, uma vez que você capta sua essência, concluirá que trata-se de mais um grande álbum do mestre King Diamond.
Eu gosto de comparar este álbum com “Conspiracy”. Aqui podemos encontrar riffs e mais riffs eletrizantes, mas também muitas mudanças de tempo e estrutura. O destaque fica para Andy LaRocque, além de King Diamond, é claro, mas o restante da banda também está extremamente eficiente. Baixo e bateria estão simplesmente matadores.

Peso, muito peso! Faixas como “The Trees Have Eyes”, “Follow The Wolf”, a eletrizante “Black Devil”, “The Pact”, “Just A Shadow” e “Help!!!” detonam os falantes. Todas são excelentes. “House Of God”, “Catacomb” e “This Place Is Terrible” possuem boa estrutura e também agradam, sendo que a última é de audição mais complexa e parece ter sido criada mais com foco no desfecho da história. As vinhetas como sempre são excelentes e macabras, embora “Peace Of Mind” tenha ficado meio desconexa como faixa de encerramento. Faz sentido, mas é dispensável.

Um álbum difícil, porém ótimo. Dedique-se a ele e, com certeza, passará a admirá-lo assim como eu.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Compartilhe:

Comente: