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Resenha: Calling All Lovers (2015)

Álbum de Tamar Braxton

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Gritando para todos os apaixonados

Autor: Roberto Rillo Bíscaro

10/11/2018

Tamar Braxton é a irmã caçula de Toni Braxtn, que nos anos 1990 estourou mundialmente com a canção Unbreak My Heart. Tamar tem reality show e linha de moda. Calling All Lovers é seu quarto álbum. 

A Deluxe Edition tem 16 canções e se padece de defeito é que como a maioria é balada, a produção é meio igual e estão muito próximas, às vezes são meio indistintas umas das outras. Tamar gosta de aprontar o maior griteiro em um álbum sem música dançável. Momentos mais animados aparecem na funky Must Be Good To You e na deslizante Catfish. Quase todo o resto é balada R’n’B contemporâneo com destaques para o vocal desesperado de If I Don’t Have You e King, com sua melodia ao piano.

Calling All Lovers entrega o conteúdo pelo título que remete mesmo a romantismo, mas a frase que nomeia o álbum está em Angels & Demons, meio reggae/dancehall. Outra das raras variantes rítmicas é Simple Things com seu apelo gospel no instrumental quase retrô. Pena que no final, Braxton tenha colocado um monólogo tão tontinho, dizendo que não é preciso se matar por bens materiais. Até aí tudo bem (mesmo descontando a ironia do que li a respeito de sua personalidade), mas quando começa a dizer que o casal deveria se contentar por ter um telefone pra se falarem toda hora, tive que rir.

Intensas canções de amor, um par de delícias deslizantes e vocais esfuziantes fazem de Calling All Lovers imperdível para amantes de divas negras gritonas. 

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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