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Resenha: The Headless Children (1989)

Álbum de W.A.S.P.

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A obra-prima do W.A.S.P.

Por: Jeferson Barbosa

09/11/2018

"The Headless Children" começou a ser desenvolvido mentalmente por Blackie Lawless no outono de 1987, e concebido em janeiro de 1989, ano em que as gravações foram terminadas.
Neste período o WASP começava a gravar aquele que, na minha opinião é sem dúvida o seu mais grandioso trabalho.
É importante lembrar que, neste período, Blackie Lawless já começava a se sentir incomodado em oferecer algo diferente do que a banda tinha gravado e conseguido até então. Blackie queria atingir um outro patamar musical como ele mesmo publicaria anos mais tarde em uma pequena auto biografia intitulada “WASP – 30 Anos de Trovão” onde declarou que para o novo trabalho, passou a  buscar inspiração em suas “raízes inglesas” em bandas que ouvia quando ainda era criança, como Uriah Heep, Black Sabbath e The Who. 
Para colocar as novas ideias em prática era necessária uma reformulação em parte da banda sendo que Frankie Banali (Quiet Riot) foi o baterista escolhido, Johnny Rod, baixista que já havia tocado com a banda King Kobra e que já estava a algum tempo com o WASP, acabou convidando Ken Hensley (tecladista do Uriah Heep) que completou o time ao lado de Chris Holmes e do próprio Blackie Lawless.
Ficou decidido que para o novo disco a banda gravaria um cover da banda “The Who” mas que só seria gravado para um futuro “lado B” de um single. A escolhida foi "The Real Me", após Blackie Lawless adentrar o estúdio e ver a banda ensaiando o que o deixou segundo ele próprio “atordoado” pela parede sonora criada para a versão.
Pouco tempo depois o próprio (Pete) Townshend lhe disse que aquela versão do disco era o melhor cover do “The Who” que alguém já havia feito e por isso se sentia orgulhoso.  Vale lembrar que “The Real Me” acabou entrando de cara no disco.
Quanto as músicas, fica difícil escolher entre uma e outra já que o conjunto positivo da obra se faz por inteiro neste álbum maravilhoso.
As pauladas “The Heretic”, (com destaque ao trabalho fantástico de bateria de Banalli) e “Mean Man”, a cadenciada, mas pesada, The Headless Children” além de “Thunderhead” e a belíssima “Forever Free” mostrando a veia melódica de Lawless, dão ao disco status de obra-prima, isso sem falar no cover arrasa quarteirão “The Real Me” em que Johnny Rod e novamente Banali, fazem o diabo no sentido da palavra.

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