Para os que respiram música assim como nós


Resenha: The Shadow Theory (2018)

Álbum de Kamelot

Acessos: 502


Mesma fórmula, porém, com a mesma alta qualidade de sempre!

Autor: João Paulo

23/10/2018

Está aqui uma banda que, provavelmente, nunca deixará de carregar nas costas o fato de que o magnífico Roy Khan, não é mais o frontman da casa - espero que um dia eu esteja errado. Até compreendo a chateação de alguns, porém, não dá pra negar que o Kamelot não desce o nível, e ao meu ver, só trazem um trabalho melhor que o outro, e que por mais que a fórmula seja a mesma, a qualidade sempre é alta. 

Isto está comprovado em mais um excelente registro, lançado em 6 de Abril de 2018. "The Shadow Theory" é o décimo terceiro álbum de estúdio do Kamelot, o terceiro com o grande Tommy Karevik nos vocais, e o primeiro gravado pelo baterista Johan Nunez, visto que o excelentíssimo Casey Grillo decidiu se desligar do Kamelot. 

Acredito que nesse terceiro trabalho do Kamelot com o Karevik, dá pra notar claramente um Karevik mais solto, desenvolto, á vontade, assim como ele é em sua outra banda, o Seventh Wonder, o cara tem uma linda voz, e canta muito bem, quem já viu pessoalmente sabe do que estou falando. 

Quanto a produção, impecável, até porque estamos falando mais uma vez das mãos de Sascha Paeth, um dos grandes ícones como produtor, e masterização, por conta de Jacob Hansen, que vem se destacando cada vez mais. 

Participações magníficas de Lauren Hart (vocalista da Ocean Human), Jennifer Haben (vocalista da Beyond The Black), Oliver Hartmman (parceiro de guitarra do Sascha, no Avantasia), e teve até mesmo, Herbie Langhans (ex-Seventh Avenue/ex-Sinbreed/Avantasia), nos corais. 

O álbum como um todo é maravilhoso, mas meus destaques vão para "Burns To Embrace", que é poderosa, e fica impossível não destacar o coral de crianças no final da faixa, é de arrepiar, essa já faz muito sucesso na atual turnê dos caras. "In Twilight Hours" é uma balada lindíssima, onde temos Karevik dividindo vozes com a Jennifer Haben, uma faixa cheia de sentimento. "Kevlar Skin" é pra banguear pra caramba, e se surpreender com o solo de teclado de Oliver Palotai. "Static" é outra que foi difícil sair da cabeça. "Stories Unheard" outra que gruda, e não menos importante "The Proud and The Broken" que é a mais longa do disco, fecha com chave de ouro mais um trabalho maravilhoso nas mãos dos caras. 

Pode até ser que Thomas Youngblood não queira mudar muito as coisas, mas, a fórmula vem dando certo, e tenho tirado pleno proveito disso. 

Parece que em 2019 eles passam por terras tupiniquins, que assim seja! 

Kamelot 
The Shadow Theory
Napalm Records

1. The Mission	
2. Phantom Divine (Shadow Empire)	
3. Ravenlight	
4. Amnesiac	
5. Burns To Embrace	
6. In Twilight Hours	
7. Kevlar Skin	
8. Static	
9. Mindfall Remedy	
10. Stories Unheard	
11. Vespertine (My Crimson Bride)	
12. The Proud And The Broken	
13. Ministrium (Shadow Key)

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Compartilhe:

Comente: