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Resenha: Animal Magnetism (1980)

Álbum de Scorpions

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Mantendo a linha

Por: Fábio Arthur

16/10/2018

Os Scorpions foram abraçados pelos EUA após verem o grupo lançar o famoso duplo ao vivo “Tokyo Tapes”, em 1978. Depois em diante, a banda teria o respaldo e qualidade para seguir o auge. Desde sempre, a banda foi galgando aos poucos, mediante a ciumeira dos americanos e da popularização do disco ao vivo, o grupo em 1979 realizou uma das maiores obras de sua carreira, o disco “Lovedrive”. 

Sempre em frente. O que se espera de uma banda após um enorme sucesso é, logicamente, um sucessor de alto nível. O Scorpions conseguiu fazer esse disco, não tão bem como em 79, mas com a pegada necessária para se manter com qualidade e subir a escadaria da fama, daqui por adiante.

Na nova tour, seriam shows atrás de shows, cidades após cidades e assim fariam festivais e tudo que uma banda precisa para sobreviver e ganhar fama e notoriedade; além de outras coisas.

Klaus Meine, vocalista, diria um tempo depois sobre começar a ser grande: “Eles te colocam para tocar todos os dias, sem chance de descanso, cidade após cidade”. Essa é a dureza de um rock star e de uma banda que chamou a atenção do público e mídia. 

Agora a América do Norte seria alvo de bandas com guitarras cortantes e palco de muito hard/metal durante anos em frente; o Scorpions seria uma dessas bandas afortunadas.

Para arte do disco, novamente algumas mudanças, houve problemas com esboços fotográficos originais e, enfim, tiveram que adiar a proposta de início e focar na tour e nas vendagens do mesmo, deixando a arte como fora permitida pela censura. Que aliás, ficou excelente diga-se. 

Klaus começou a ter problemas vocais já em 1978, ao final dele, assim passou por mais de um ano gravando e tocando, indo em frente, mas, com uma ida ao médico descobriu que estava com sérios problemas nas cordas vocais. Ao vivo, o vocalista ainda desempenhava os drives, notas bem altas e um vocal apreciado, mas o sofrimento era grande como um todo; haviam os desgastes e dores e, enfim, a banda pausou durante a turnê de “Animal Magnestism”, lançado em 1980. 

A faixa “The Zoo” se mostra a melhor e mais aclamada do disco nesse período, mas o mesmo mantém uma linha segura e denota ótimas canções como: “Make It Real”, a arrastada “Hold Me Tight”, “Falling In Love” com sua veia hard, “Only Man” bem interessante com riffs bem eletrizantes e “Animal Magnetism”, bem forte, pesada e que tem uma estrutura heavy metal sombria, saindo um pouco do padrão natural do grupo. 

Ao final, percebe-se que esse é um item valioso na composição da obra da banda e realmente merece o status de clássico. Klaus voltaria com tudo após se recuperar e a banda seguiria em frente em um sucesso avassalador, dona das rádios no mundo todo.

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