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Resenha: Lovedrive (1979)

Álbum de Scorpions

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Hard'n'Heavy cada vez mais afiado!

Por: Vitor Sobreira

15/10/2018

O que falar de um dos maiores nomes da Música Pesada alemã – e por que não mundial, se você achar mais conveniente –, que atende pelo invocado nome Scorpions? Não muito, afinal de contas sua história de um pouco mais de 50 anos já está devidamente imortalizada! Mas, comentemos – brevemente – aqui hoje sobre o sexto álbum oficial da banda, ‘Lovedrive’.

O então lançamento sucedeu ‘Taken By Force’ (1977) e foi feito no dia 25 de fevereiro de 1979, pela Harvest (relacionada à EMI), com oito faixas de um Hard’n’Heavy que a cada vez mais ia tomando forma e conquistava o mundo. Logo de cara, a provocante capa desenvolvida por Storm Thorgerson (co-fundador da famosa empresa Hipgnosis), dá mostras de que o conteúdo que estampa não é de brincadeira.

Com produção mantida a cargo de Dieter Dierks (Accept, Twisted Sister, The Plasmatics e algumas outras) – que trabalhou com a banda num total de oito discos -, ‘Lovedrive’ começa com “Loving You Sunday Morning”, uma boa composição que evidencia o forte instrumental e o vocal visceral, além de possuir um refrão lento, também dá sinais de peso e uma perceptível sonoridade bem captada e produzida.

Acelerando as coisas, literalmente, temos “Another Piece of Meat”, que escancarou a faceta mais Heavy Metal do Scorpions! “Always Somewhere” é a encarregada de dar uma relaxada “apaixonada” na sequência, mas apesar da delicadeza de alguns dedilhados e das linhas vocais de Klaus, não abriu mão do peso. Curiosamente, foi uma das primeiras músicas da banda que conheci, há um bom número de anos…

Seguimos a audição com a instrumental “Coast to Coast” – que assim como “Another Piece of Meat” e a título “Lovedrive”, contou com Michael Schenker na guitarra solo. Uma coisa importante: em se tratando de Scorpions, pode ter certeza que uma faixa nesse formato é coisa rara, afinal de contas se minhas especulações estiverem corretas (e tenho certeza de que caso não, o generoso leitor irá me perdoar), são apenas duas: esta citada e “Night Lights”, presente em ‘In Trance’ (1975)!

Ainda que “Can’t Get Enough” seja a faixa mais curta do disco – com menos de 3 minutos – de jeito nenhum deixa a peteca cair, sendo dona de uma inquestionável energia contagiante! A ótima “Is There Anybody There” pode assustar os ouvintes mais “conservadores”, já quem tem uma estrutura um pouquinho mais diferente das demais, com uma levada mais cadenciada e supostamente com alguma influência de Reggae, ou algum estilo similar que desconheço. Como não poderia faltar uma faixa que nomeia o trabalho, “Lovedrive” é outra mais voltada ao Heavy Metal, apenas reafirmando a boa qualidade do álbum no geral.

A derradeira “Holiday”, na grande parte de sua extensão se apresenta acústica, conduzida apenas por voz e violão, até que seus instantes finais começam a surgir, trazendo a pegada pesada – prazerosamente ouvida durante vários momentos desta audição.

Quase completando seus 40 anos de lançamento, ‘Lovedrive’ ainda pode ser tomado como exemplo de bom gosto e determinação, dentro do som que tanto curtimos e vindo de uma banda banda que ainda está na ativa!

Formação:
Klaus Meine (vocal)
Rudolf Schenker (guitarra)
Matthias Jabs Guitars (guitarra)
Francis Buchholz (baixo)
Herman Rarebell (bateria)

Participação:
Michael Schenker (guitarra em “Another Piece of Meat”, “Coast to Coast” and “Lovedrive”)

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