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Resenha: Heaven And Hell (1980)

Álbum de Black Sabbath

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Recomeçando entre o Céu e o Inferno

Por: Fábio Arthur

11/10/2018

O Black Sabbath veio de um período difícil no final dos setenta para os metálicos oitenta. Um grupo no topo e que perdeu o vocalista e/ou mandou embora, seja lá como for é sempre um risco perder um membro de banda, ainda mais o vocal que é marcante.

Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward estavam só na empreitada, tentaram outro vocal que passou por um período muito curto com a banda e assim como um destino brilhante trazendo Ronnie James Dio, ex-Rainbow. 

Nascia então o petardo “Heaven and Hell”, um disco clássico e de imediato angariou para si muitos fãs e críticas positivas. Com sua arte de capa endiabrada e blasfema em uma vertente de som fugindo do miolo setentista para entrar no Heavy Metal Tradicional de vez, o grupo renasceu no auge.

Gravado em Miami nos EUA com a produção magnífica de Martin Birch e lançado pela Vertigo, o Black Sabbath teria por um bom período um sucesso estável. Ozzy, ex-vocalista, estava seguindo em frente com o apoio de Sharon - sua esposa até os dias de hoje e empresária - que conseguiu um contrato bom para o cantor.

O disco do Sabbath vendeu 1 milhão somente nos EUA e rendeu ao grupo o status de grande banda novamente. A diferença toda também estava na voz de Dio e em suas composições para o álbum, a diferença é enorme se comparado aos últimos trabalhos da banda no fim dos anos 70. 

Para a tour Dio cantou as faixas clássicas gravadas por Ozzy no passado e assim inovou inserindo material novo. Para os concertos a banda teria um baterista diferente: Vinnie Appice, que entrou no lugar de Bill; mas o grupo seguia com Geezer e Iommi. 

O Black Sabbath veio em 1980 cheio de força e com ele um disco repleto, totalmente forte e coeso, prova desse fator são faixas como “Neon Knights”, “Children of the Sea”, belíssima em um tom de vocal fantástico, além de melodia; “Lady Evil” traz um pouco do Sabbath dos anos 70 e a faixa título “Heaven and Hell” é o ápice, um épico e clássico. “Die Young” e “Lonely is the World” são faixas bem expressivas e que continuam com o nível do disco. 

Essa mudança foi necessária na época, a banda cresceu e mudou a direção, e ainda assim se reafirmou como um dos melhores grupos até hoje. 

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