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Resenha: Pleasure To Kill (1986)

Álbum de Kreator

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Entre o Death e o Thrash

Autor: Fábio Arthur

29/09/2018

Sempre na continuidade de um trabalho é esperado, no mínimo, que o mesmo seja bem melhor, e aqui com toda certeza o Kreator elevou seu padrão musical. Em novembro de 1986, o grupo vinha das apresentações do primeiro disco e dos frutos colhidos dele, com a produção de Ralf Hubert e Harris Johns a banda chegou de vez para fixar seu nome na estrada do metal pesado. 

Pleasure to Kill é fonte de inspiração para as bandas dentro da vertente e considerado pelos críticos e fãs como um apontamento de sucesso e modelo a ser seguido. O álbum não peca em momento algum em termos de faixas, somente tem realmente uma pequena defasagem na produção - apesar dos envolvidos entenderem do assunto - infelizmente o som por vezes se torna muito embolado, principalmente nas áreas mais brutais. 

Desta feita, seguindo modelo inspirado no primeiro lançamento, o grupo decide novamente usar o mascote de arte e a capa trouxe algo medieval e “matador” por dizer. O disco também remete a uma menor participação (em termos de voz) do baterista/vocalista Ventor e na foto de contracapa a participação de Wulf (R.I.P.) foi apenas para introduzir como membro, mas o disco foi realmente gravado pelo mesmo trio do debute. 

A intro perfeita - que no vinil era apresentada em uma parte apenas -, em CD veio completa, a faixa “Choir of the Damned” abre no estilo típico que precede uma pedrada sequencial. De fato, “Ripping Corpse” é mega clássica e uma faixa denominada por uma constante bateria em um andamento muito pesado e evolutivo ,e o mesmo é acompanhado por riffs cortantes. “Death is your Saviour”, a primeira das três executadas por Ventor no vocal, traz a mesma pegada da canção antecessora para dar entrada à divina “Pleasure to Kill”, que dá título ao álbum, essa é espetacular em todo seu corpo, seja rítmico ou na estrutura de guitarras e do refrão. “Riot of Violence”, muito tocada ao vivo, é outra na voz de Ventor e que pode ser considerada também um dos pontos altos do disco. “The Pestilence”, diga-se desta, uma obra inspirada e de arte, realmente uma faixa de suma imponência e com conteúdo musical realmente muito bem elaborado. “Carrion” e “Command of the Blade” mantém o bom nível do disco, sendo ponte para finalizar com maestria ao riff esplendoroso de “Under the Guilhotine”, essa já nasceu clássica e importante não somente no disco, mas na carreira da banda. 

Esse álbum foi uma grata surpresa ao seu lançamento, realmente mudou a direção do grupo e assim deu liberdade para a banda crescer dentro do cenário mundial, sedento por peso e metal de qualidade.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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