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Resenha: Stay Hungry (1984)

Álbum de Twisted Sister

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No auge

Autor: Fábio Arthur

26/09/2018

Muitas bandas começaram do final dos anos 70 e, chegando aos 80, conseguiram contratos ou mesmo se sobressair de alguma forma, em um cenário que abrangia tudo, desde rock clássico ao metal pesado. O Twisted Sister não seria diferente em termos de buscas no seu som, mas no visual, era totalmente estranho aos olhos nus. 

Se pensarmos que a tal maquiagem era algo benéfico para as bandas de certa forma, poderíamos então alegar que funcionava para o KISS e/ou Alice Cooper, mas, no estilo hard/glam/metal do Twisted Sister, isso parecia um sacrilégio.

Tudo parte de um princípio básico de questionamento, como a banda poderia chegar em algum lugar com vestimentas rasgadas, coloridas e muito batom nos lábios? Essa era a pergunta das gravadoras também, que tinham receio do visual do grupo, antes mesmo de ouvir o som. Enfim, após sofrimentos e esforços, e dois discos muito bons lançados, a banda acertaria a mão de vez e chegaria em seu auge.

Stay Hungry veio em uma fase em que a MTV dava suporte total, os empresários e gravadoras apostavam no metal misturado com hard e o público estava sedento por rebeldia e guitarras distorcidas. 

Como terceiro disco da banda, ficou claro que eles estavam no momento certo e na hora certa. O Impacto foi certeiro. O disco prova que, das faixas todas, não se pode pular nenhuma delas; soam muito bem cada qual.

O primeiro passo foi realizar os roteiros e gravar os videoclipes, sendo três ao todo para o disco. Segundo, lançar uma canção na rádio e assim o fizeram e houve o estouro para depois sair em turnê, divulgando ao máximo o material da banda. Agora, o Twisted Sister era um grupo mainstream.

Com nove faixas, sendo que “Horror-Teria (The Begning)” se divide entre duas, a pesada e arrastada “Captain Howdy” e a agitada e rocker “Street Justice”, o disco segue bem diferenciado, mas sem perder a essência. A faixa-título “Stay Hungry“é certeira e um speed com a pegada de vocal e riffs em hard rock, sendo um clássico. No mais, ”We´re Not Gonna Take It”, absurdamente clássica tanto em videoclipe quanto em canção, propriamente dizendo, revela quão poderoso se faz o disco, pois a faixa complementa o que já bom por natureza e acima de média. “I Wanna Rock”, brilhante em seus poucos minutos e que tem um refrão marcado e incisivo, revela a veia para Hits do grupo e “The Price”, a balada estonteante, também denominada por ser uma pequena faixa, mas com poder de cultivar a importância do disco como um todo. “The Beast” e “Burning in Hell” formam o lado do álbum em que as faixas se tornam tão importantes quanto as vinculadas nas rádios ou TV; são excelentes as duas. E por aí em diante o disco se completa com “Don’t Let Me Down” e “S.M.F.”, com sua letra inflamada. Um clássico absoluto, realmente. 

A arte de capa e o visual da banda em época angariava fãs e demonstrava até mesmo algo cômico, mas a banda cativava até mesmo por esse lado. Esse foi o ápice do Twisted Sister, e muito digno. 

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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