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Resenha: In The Sign of Evil (1984)

Álbum de Sodom

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A Obra-Prima da Banda

Por: Fábio Arthur

16/09/2018

O Sodom veio da Alemanha com diversas fontes de inspirações para o seu som, no entanto, seus trabalhos eram em torno das demo tapes e assim, o grupo como um trio, tentava chegar em algum lugar. As letras vieram com as conotações satânicas e o som bem sujo e agressivo, se torna imponente. 

A banda naquele momento estava dentro do estúdio, com seu primeiro contrato em mãos e gravando o que viria a ser um LP completo, porém, um dos representantes da gravadora - que estava de passagem para conferir os negócios - viu e ouviu o grupo gravando e determinou que parassem com aquilo tudo, pois,  a banda e o som eram medonhos e sem qualidade. Sendo assim, de um álbum completo, passaram a ter um EP e foi ai que a banda ficou conhecida. Sem saber, aquele representante ajudou a banda, com poucas faixas e uma arte de capa chamativa de um carrasco e um som rápido e pesado, o Sodom teria uma divulgação mais plena, porque era mais fácil colocar no mercado um disco curto  do que um álbum cheio de faixas, de uma banda iniciante. Também a questão financeira, os valores para um EP era menores e assim sobrava uma quantia maior para investir como um todo.

O Sodom veio com muita influência de Motorhead mas também queriam se expor ao mercado mundial e diziam serem mais rápidos do que muitas bandas americanas como o Slayer. 

Tom Angelrriper no baixo e voz, Grave Violator guitarras e Chris Wichhunter (R.I.P.) bateria, com essa formação, se deu o primeiro passo em um futuro promissor. 

O som nesse EP, soa muito forte e talvez sua maior característica seja a velocidade, aliada com uma mistura entre speed, death e ainda com uma produção mais suja, também vale citar os efeitos na voz de Tom, que remetem a algo sombrio e digno de uma exposição maléfica e sem limites.

Esse marca um período fantástico na carreira do grupo, a banda conseguiu conquistar fãs e se superar, já que as demos eram bem inferiores do que a gravação do álbum, tanto em produção quanto em qualidade e desenvoltura musical. 

Outbreak of Evil e Blasphemer são pontos altos do disco e tocadas até os dias de hoje. 

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