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Resenha: Queensryche (2013)

Álbum de Queensryche

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Para resgatar os fãs

Por: André Luiz Paiz

13/09/2018

Brigas e mais brigas começaram a surgir após a recepção negativa diante do lançamento de “Dedicated to Chaos”, álbum que viria a ser o último de Geoff Tate com o Queensryche. Após um sério desentendimento de Geoff com o grupo - fato que foi possível ser notado inclusive na passagem da banda pelo Brasil em 2012 – ocasionado pelo desgaste do seu relacionamento com os demais membros, mas principalmente pela demissão de sua mulher e também de sua enteada de algumas atribuições relacionadas à banda, a situação ficou insustentável, chegando inclusive às vias de fato. A conclusão da história já é de conhecimento de todos: Geoff saiu, montou a sua banda utilizando o mesmo nome e lançou um álbum chamado “Frequency Unknown”, causando mais problemas que só foram resolvidos há pouco tempo atrás, após conversas e mais conversas entre advogados.

Enquanto a briga acontecia, os empresários e o restante do Queensryche rapidamente correram atrás de um substituto. A escolha foi: Todd La Torre, que estava praticamente saindo do seu antigo grupo Crimson Glory. Uma opção estratégica, já que é óbvia a similaridade entre Todd e Tate. Isso é ruim? De maneira nenhuma! O resultado ficou excelente.

O Queensryche sabia também que precisava mudar a sua temática. O caminho para qual a sua música estava evoluindo acabou por afastar mais e mais fãs, deixando o grupo em uma situação preocupante. Para estes casos, nada como uma mudança de formação para dar o famoso “reset” e começar as coisas do zero. O resultado desta proposta está aqui, em um álbum homônimo e que traz com ele uma simples mensagem: estamos de volta! Na temática das letras, toda a tensão sentida pelos membros combinada com a vontade de superação.

“Queensryche” é simplesmente imperdível, principalmente se você é fã dos discos mais antigos da banda. Há passagens que nos remetem ao lado mais acessível de “Empire” e outras que nos fazem lembrar dos momentos mais introspectivos de “Promised Land”. Para contrastar, também há o lado pesado dos álbuns “Operation: Mindcrime” e “Rage For Order”. Conforme você vai repetindo as audições, consegue captar cada vez mais os inúmeros elementos dentro de cada canção. 

E para dar a cartada final, digo a você que não há qualquer música neste álbum que possa ser considerada dispensável. Além disso, a melhor experiência é exatamente na audição do trabalho como um todo. As minhas faixas favoritas são: “Where Dreams Go to Die”, a ótima “In This Light” (que refrão), “Redemption”,”A World Without”, “Don't Look Back”, “Fallout” e a balada “Open Road”. Acabo de perceber que recomendei praticamente tudo...

Sim, eles estão de volta! Vida longa ao Queensryche!

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