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Resenha: Scarsick (2007)

Álbum de Pain Of Salvation

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Musicalidade e composições geniais em um clássico eternizado

Por: Paulo Sanches

27/09/2017

Daniel Gildenlöw (vocal, guitarra, multi-instrumentista, produtor, líder e de longe o principal compositor e letrista da banda) sempre se destacou como um musico genial, tanto pela riqueza de suas composições e harmonias quanto pela inteligência notável e suas composições maravilhosas, presenteando ao ouvinte um agregado de valores que vão desde filosofia, política, ciência à sentimento e espiritualidade.

Scarsick é o sexto álbum de estúdio da banda, lançado em 22 de janeiro de 2007. É um álbum conceitual focando em problemas ligados ao capitalismo, materialismo, consumismo e à sociedade contemporânea como um todo. 

Em “Scarsick” o PoS trancende ainda mais as barreiras do chamado prog metal. Se antes era difícil rotulá-los, agora é impossível. O que dizer de faixas como “Disco Queen”? Um aglutinado de disco music, funk, dance, metal. Assustará até os fãs de mente aberta! Certamente uma homenagem e inspiração ao Sr. Das 1000 vozes Mike Patton.

E na canção genial “Spitfall”, que desmoraliza “ideologia” da música rap e hip hop, com expressões comuns dos rappers americanos como “aha yo” e “bro”, além de criticar o consumismo que é facilmente visto em qualquer clipe da MTV com aqueles que adoram ostentar carros, mulheres e o que mais puderem em ouro.

Outra faixa genial, “Cribcaged” é uma das mais emocionantes do disco, ao som de violões, guitarras limpas e pianos, além de um vocal dobrado por belos backing vocals, certamente muito inspirados por Pink Floyd.

“Kingdom of Loss” é outra balada inesquecível, instrumental leve, com um belo refrão e linhas vocais, porém uma letra pesada e densa que se resume à frase “it’s all for sale”; está tudo à venda.

Em “Mrs Modern Mother Mary”, a mais curta com quatro minutos e toda baseada em um riff simples, tratando da religiosidade e da alienação das pessoas que creem cegamente em seitas e igrejas que na verdade mais espalham preconceito e ignorância.

Enfim, um disco longo (que faz jus ao site 80 minutos =D ), difícil de ser apreciado na primeira audição, sendo obrigatório ouvir duas, três vezes, várias vezes e acompanhar as letras, decifrar, pesquisar e refletir, tirando suas próprias conclusões. Muitos não gostaram de “Be”, mas com o decorrer do tempo foram dando valor ao trabalho da banda. Dê uma chance a “Scarsick” e apreciem sem moderação o PoS, umas das maiores instituições do rock e metal progressivo de todos os tempos.

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