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Resenha: The Spider's Lullabye (1995)

Álbum de King Diamond

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A retomada da carreira solo

Por: André Luiz Paiz

26/07/2018

Devido aos contratempos com a sua antiga gravadora Roadrunner, King Diamond ficou sem lançar um registro solo por 5 anos. Foi o período em que reativou o Mercyful Fate e o guitarrista Andy LaRocque acabou se unindo ao grupo Death para gravação do álbum “Individual Thought Patterns”. Aos poucos, as coisas foram se resolvendo e King começou a montar uma nova banda, agora formada por músicos americanos, para retomar a sua carreira solo. Neste período saiu: “The Spider's Lullabye”, um álbum bem diferente dos até então lançados por King Diamond. 

O primeiro fato curioso deste trabalho, é que King Diamond novamente traz um álbum que não é integralmente conceitual. Ou seja, não possui uma história que é abordada por todas as faixas. Apenas 4 delas compõem a história do personagem Harry, que sofre de aracnofobia e procura auxílio com um cidadão chamado Dr. Eastmann. É claro que as coisas não ocorrem como deveriam e o desfecho vale a conferência. Musicalmente falando, apesar da faixa-título não funcionar bem e soar como uma introdução de quase 4 minutos, as demais possuem muitas das características dos trabalhos anteriores de King. Você encontrará peso, vocais variados e ótimas melodias. O destaque fica para “Eastmann's Cure” e “To The Morgue”, embora “Room 17” também não fique muito atrás.
As demais faixas trazem um pouco das sonoridades do Mercyful Fate e do primeiro álbum de King, “Fatal Portrait”, que também possui algumas canções que não se conectam. Nestas faixas, é possível notar que o retorno de King traz agressividade, já que as faixas estão definitivamente na lista das mais pesadas compostas pelo rei. “From The Other Side” mostra isso e é destaque. Outra que segue a mesma linha é “Six Feet Under”, ótima. “The Poltergeist” é mais macabra e melódica, com ótimo resultado.
Olhando para o álbum com uma perspectiva mais negativa, é possível notar claramente que a produção não é das melhores e o som está bem embolado. Além disso, algumas faixas não possuem o impacto das demais. "Moonlight" e “Killer” são bons exemplos. “Dreams” também não é sempre que desce fácil, apesar de que o seu refrão é interessante.

Dificilmente algum fã de King Diamond irá considerar “The Spider's Lullabye” como o seu melhor álbum. Não é mesmo, mas também está longe de ser descartável.

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