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Resenha: Fearless (2017)

Álbum de Pride of Lions

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Qualidade acima da média!

Por: Vitor Sobreira

03/06/2018

A entidade estadunidense Pride of Lions, já está a quase 20 anos no cenário do Rock, lançando trabalhos de muita qualidade e bom gosto, com a proposta de unir apaixonadamente em seu Melodic Rock/AOR, características marcantes dos anos 80, com a dinâmica e modernidade do terceiro milênio. Tendo sido criada pelo talentoso músico, compositor e ex-Survivor (aquela mesma, do mega hit “Eye of the Tiger”) Jim Peterik, em sólida e duradoura parceria com o habilidoso vocalista Toby Hitchcock.

O seu mais recente álbum, ‘Fearless’, foi lançado pela incansável gravadora Frontiers Music, e sem dúvidas, já alcança o status de um dos melhores do ano. Vale lembrar, que foi lançado nacionalmente também, pela Musik Records.

A capa – uma das melhores até hoje – possivelmente alude à própria sonoridade, com a bailarina representando toda a sensibilidade das melodias e interpretações, e o leão, a força e energia do Rock, que mesmo melódico, não deixa de ser pesado.

No total, são 12 excelentes composições (mais uma versão acústica para a faixa seis) que podem ser ouvidas, diversas vezes devido sua alta qualidade, variedade e poder de fisgar o ouvinte ávido por boa música, em poucos minutos. Em relação a produção, sinto que poderia ter ficado ainda melhor, mas ouvimos cristalinamente os instrumentos, e suas diversas passagens, notas e melodias, perfeitamente. Os vocais (de uma forma isolada) foram muito bem captados, e seria uma injustiça se não o tivessem sido, pois o cara realmente canta muito, e além da técnica, acima de tudo com sentimento. Jim Peterik, por sua vez, dispensa comentários devido ao seu talento como músico e compositor.

“All I See Is You” inicia a audição com boas vibrações e de certa forma até bem animada, sem mencionar a inserção de alguns arranjos de violino, e dos vocais de Jim em dueto com Toby. “The Tell”, foi uma das  primeiras a ser divulgada no canal oficial do selo italiano, e já nos apresenta a faceta mais refinada, em um clima mais intimista e misterioso, com teclados sempre acompanhando a guitarra. No início de “In Caricature”, os vocais de Toby remetem por demais aos de Freddy Mercury (que suponho ser uma de suas principais influências), e com andamento médio, nos guia ao forte refrão.

Soando um pouco mais melódica, “Silent Music” já nos surpreende logo de cara, com a ótima interpretação e impostação do vocalista, bem como do instrumental marcante, que nos leva aos andamentos um pouco mais acelerados e pesados de “Fearless”. A trabalhada balada “Everlasting Love”, chega a ser emocionante por sua sensibilidade nos diversos arranjos e detalhes, que assim como as demais, se torna especial. “Freedom of the Night” e “The Light in Your Eyes”, unem trechos envolventes com passagens mais melodiosas, que nos preparam para a dinâmica e empolgante, “Rising Up”, e seu jeitão mais Hard. O clima se mantém em alta com “The Silence Says it All”, também empolgante e com um refrão bem forte. Com pinta de trilha sonora de filme (isso mesmo, daqueles que passavam na ‘Sessão da Tarde’) “Faster Than a Prayer”, nos conduz aos momentos finais desta obra de arte, que é encerrada pomposamente pela profunda e também emocionante “Unmasking the Mistery” – que foi a escolha perfeita para essa finalidade.

Tomando uma pequena liberdade, digo-vos que este é um dos melhores álbuns que ouço em muito tempo, e não é nenhum exagero! Se a sua opinião será a mesma que a minha, infelizmente eu não posso prometer nada, mas se quiser arriscar, não perca mais tempo e fique a vontade em embarcar nesta experiência tão fantástica!

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