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Resenha: The Razors Edge (1990)

Álbum de AC/DC

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A navalha do Hard Rock

Autor: Vitor Sobreira

02/06/2018

A lendária instituição australiana do Rock Pesado AC/DC estava prestes a vencer outra década – rumo aos então 20 anos de carreira -, e nada mais coerente do que disponibilizar material inédito aos ávidos seguidores mundo afora. Lançado em setembro de 1990 pela Atco Records, com doze composições, o décimo segundo álbum oficial (coincidência numérica?) recebeu o título ‘The Razors Edge’ e teve a produção assinada pelo requisitado canadense Bruce Fairbairn – falecido em 1999, que entre tantas bandas, trabalhou com Aerosmith, Bon Jovi, Scorpions e Poison, apenas para citar algumas.

Após ‘Blow Up Your Video’ (1988) e três box-sets na seqüencia, Brian Johnson (vocal), Angus Young (guitarra), Malcolm Young (guitarra e backing vocals), Cliff Williams (baixo e backing vocals) e Chris Slade (bateria e percussão) dividiram as gravações de ‘The Razors Edge’ entre os estúdios Windmill Lane Studios (Dublin/Irlanda) e Little Mountain Studios (Vancouver/Canadá). O resultado? Musicas com a qualidade e malicia “AC/DC de ser”, que alcançaram excelentes colocações nas paradas, como: 2a lugar na US Billboard 200 (1990), 4 o lugar na UK Top 75 (1990) e 3o lugar em sua terra natal (Australian Kent Music Report Albuns Chart – 1990). Ah, e ainda receberam o certificado de Quíntupla Platina – pelos 5 milhões de cópias vendidas – apenas nos Estados Unidos!

Se “Thunderstruck” é uma das mais conhecidas (e empolgantes), os outros dois singles “Moneytalks” e “Are You Ready” (não menos animadas!), foram uma boa escolha na promoção, no entanto o disco não parou nelas, mas ainda conseguiu apresentar um repertório típico da banda, feito por quem tem experiência no esquema. “Fire Your Guns”, a interessante faixa título ”The Razors Edge” – onde desde os acordes iniciais, já pressentimos o seu clima discretamente “sombrio” –, as diretas “Rock Your Heart Out” e “Shot of Love” e o encerramento com “If You Dare”, garantem muito bem a diversão do ouvinte – habituado ou não ao som dos australianos.

As demais faixas, igualmente nos apresentam seus atrativos, como “Mistress For Christmas”, “Got You By the Balls” e “Goodbye & Good Riddance To Bad Luck”, demonstrando o poder de uma sonoridade menos complexa (e com um tanto de repetições e similaridades em sua estrutura…), porém bem produzida, pesada e com letras que amparam bem as canções. Enfim, isso é AC/DC… Ame ou odeie!!

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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