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Resenha: Spartacus (1975)

Álbum de Triumvirat

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Uma verdadeira aula de história

Autor: Rafael Lemos

04/05/2018

Com "Spartacus", o Triumvirat buscou um caminho mais comercial para suas músicas, no sentido de encurtar as suas durações. Isso foi um desafio,  pois essa diminuição foi feita sem perder a complexidade e a qualidade pela qual eram conhecidos. A mudança deu certo, pois com esse trabalho, aumentou a sua fama no mercado norte americano, processo iniciado com o álbum anterior, "Illusions on a Double dimple".

Spartacus é um trabalho emocionante, onde é contada a historia do escravo e gladiador que foi capturado pelos romanos e liderou uma rebelião dos escravos. Uma verdadeira aula de história. As letras, feitas pelo baterista Hans Bathelt, assim como o instrumental composto por todos os integrantes, transmitem a emoção de cada acontecimento.
Todos os músicos estavam inspiradissimos e tocando com muita força de vontade. A voz de Helmut Köllen, que já era maravilhosa, evoluiu significativamente. As suas linhas de baixo são marcantes e fortes. A bateria de Hans Bathelt se fez esmagadora, enquanto as teclas de Jurgen Fritz dão um show a parte, mesclando momentos lentos, outros densos, rápidos, complexos e emotivos. Não é a toa que "Spartacus" é o álbum preferido da maioria dos fãs do Triumvirat e citado como um dos principais trabalhos do Rock Progressivo.

Infelizmente, este foi o último disco com essa formação (Fritz, Köllen e Bathhelt, seguramente a melhor das que integrou o grupo), pois Köllen sairia para integrar o Jail, retornando ao Triumvirat rapidamente, para sair defunitivamente e investir em sua curta carteira solo. Mas o legado deste álbum é de uma grandeza, riqueza e valor imensurável.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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