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Resenha: Kings Of Metal (1988)

Álbum de Manowar

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Genuinamente metal

Por: Fábio Arthur

16/07/2021

Uma tarefa das mais complicadas é resenhar algo do Manowar, seja pelo sistema de banda, como eles funcionam e/ou os termos enfatizados pelo grupo em suas letras e até mesmo nas atitudes. 

A banda tem uma ligação com heavy metal muito boa nesse álbum, sendo bem eficiente e trazendo um aparato mais elevado, sendo talvez o melhor discos dos americanos. O trabalho mostra aquele metal com riffs pesados, mantendo a fórmula mais direcionada e conduzindo a obra em momentos bem distintos e muito acima de esperado; superando até mesmo em produção como em musicalidade seu debute, tão aclamado. 

Esse é o sexto trabalho do grupo, lançado no ano de 1988, praticamente fechando uma década com chave de ouro, não sendo de fato um primor, mas sim mantendo uma fortaleza em sonoridade bem agradável, inclusive para quem é fã de fato da banda.

Ainda nessa fase, tínhamos Ross The Boss nas guitarras e Scott Columbus na bateria. A banda ao vivo nunca me agradou muito, faltando os backings que são dirigidos pela plateia e o fato de ter apenas uma guitarra acaba sendo bem diferente do estúdio. 

"Wheels of Fire" é um abertura bem digna, com uma letra sem graça, mas que flui na bateria com ótimas passagens e conduções. Seguindo, temos "Kings of Metal", que mantém a fonte de nível bem acertada. Como nem tudo é perfeito, "Heart of Steel" é aquela balada enjoativa com um textual ainda mais supérfluo. "Sting of the Bumblebee", em tons instrumentais, chega com Joye mantendo seu baixo em agilidade óbvia, mas, de fato ele toca com palheta, então tira um pouco do mérito do músico e o tema em si seria uma versão que fora utilizada em uma série antiga de TV. E o álbum segue com outros elementos, vocais com fundos épicos, temas sombrios de passagens e uma faixa muito adorada por fãs do grupo, que seria a "Hail and Kill". 

Quase 50 minutos de música, mas um disco que soa assertivo nesse ponto da carreira do grupo. De fato, não tenho muito o que falar da banda como um todo, pois gosto somente de alguns discos, e esse seria um deles. 

A artwork é fortemente contemplativa e mantém o interesse, até porque o elemento sonoro combina com ela. O Manowar, ainda nessa fase, tinha algo mais intenso nas suas canções, vocais mais firmes e um elemento mais fértil enquanto banda.

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