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Resenha: Inspirations (2021)

Álbum de Saxon

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Tributo mediano

Por: Marcel Z. Dio

15/07/2021

O Saxon mantem uma frequência de ótimos lançamentos, garanto não serem a descoberta da roda, (a maioria na verdade) só que mantém-os na lista dos gigantes. 
Com este, os ingleses resolveram homenagear seus ídolos em um set list impecável e a execução ou solução, nem tanto.
Quando um grupo com anos de estrada resolve encarar tal aventura, os arranjos podem e devem fugir da rotina para escapar da sensação : quero grana fácil. Ok, a essa altura o Saxon tem direito de fazer o que lhe der na telha. 
De cara sou obrigado a dizer que a ilustração sem cores é bem ruim, e a tarefa de comparar faixas torna-se tentação ou melhor dizendo, obrigação !.
Vamos pelo exemplo da abertura com Paint It Black dos Rolling Stones, diria que ... hum, é razoável e mais acelerada, mas, perde-se sem impor a malandragem que só cabiam aos Stones.

Outro ato corajoso de Biff Byford foi abraçar Immigrant Song, e haja coragem!. Se a tarefa fosse nos tempos de sua voz impecável ainda seria loteria, em pleno 2021 e mesmo com todos os efeitos de estúdio para driblar os ouvintes, a voz não casa e algo paira no ar. Justo dizer que qualquer um ficaria na mesma saia justa. 

Evil Woman a qual a maioria pensa ser do Black Sabbath, na verdade são dos americanos Crow. Dessa forma tenderam mais para o quarteto de Birmingham, deixando de lado o naipe de metais e outros aditivos da original. De qualquer forma o solo de guitarra consegue um feito interessante, assim como o baixo bailando boas notas mesmo com timbre artificial. 

Com Speed King (Deep Purple) o lance fica interessante e visceral. No lugar dos teclados são despejados solos primorosos e a pancadaria come solta.

Hold Line (Toto) tem seu começo AC/DC em um riff trambiqueiro por sinal, tentando substituir o piano. O contratempo é "tirar" um pouco o peso e deixar a canção magra mesmo com duas guitarras e torna-la suja ao tempo que plastificada. 
Olha, entendo o Saxon na tentativa de não fazer igual, isso é mérito deles, porem, tenho que ser sincero ao dizer que não gostei.

Voltando a citar o AC/DC, pois agora é o próprio, reconheço a ótima escolha ao pegar um dos sons mais legais dos australianos em um de seus melhores discos. Concerne mais a praia do Saxon e é diversão pura.  

Bomber (Motorhead) não complica a vida deles, até pela amizade de longa data e boas recordações. O que falta mesmo é o rickenbacker do saudoso Lemmy para fazer o assoalho tremer. 

Bom, é isso, faltaram algumas trilhas dissecadas, como Stone Free (Jimi Hendrix), Paperback Writer (The Beatles) e The Rocker do Thin Lizzy. De toda forma creio que dá para o ouvinte ter um parecer do que irá encontrar.
Não é um trabalho ruim, apenas mediano. Acredito que a intenção não seja caçar níquel, até porque a carga de lançamentos dos ingleses são constantes, ao contrário dos "concorrentes" Iron Maiden e Metallica, a toda hora soltando um live para que o dinheiro suado do fã escorra pelo ralo.

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