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Resenha: Campo (2011)

Álbum de Bajofondo

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Eficiente pop uruguaio

Por: Roberto Rillo Bíscaro

15/07/2021

Em 2011, o uruguaio Juan Campodónico e o argentino Gustavo Santaolalla novamente juntaram talentos e o resultado foi o álbum Campo. Novamente, porque os 2 colaboraram diversas vezes, sendo que o momento mais inspirado dessa parceria foi a criação do Bajofondo, em 2001.

Santaolalla é veterano na cena argentina; foi líder do progressivo Arco Iris nos 70’s. Sua carreira internacional tem  2 Oscars no CV, por Brokeback Mountain e Babel.

Campo soa bastante orgânico com instrumentos “de verdade”, algo na linha do indie-pop/rock. Turn On the Lights e Tu Lugar enganam que serão eletrotangos, mas viram indie-pop pouco após os acordes iniciais. A canção mais próxima do Bajofondo é el Viento, mas os beats meio acelerados estão precedidos por telúricos passarinhos cantando. Os canoros, aliás, repetem seus gorjeios na acústica e florestal Zorzal, que depois unirá humanos assobiando aos penosos. 1987 é rockinho com jeitão de The Cure e Devil Waits (for Me) é indie com teclado gelado à New Order. Heartbreaks é uma delícia funkeada. Mas com guitarra roqueirinha.

Num álbum com vocalistas cantando em espanhol e inglês, o deslize ficou por conta de Cumbio, que, pelo título, indica sua filiação ao gênero musical surgido nos guetos colombianos. Numa tentativa de soar malandro ou sexy, o cara modifica a voz e consegue soar apenas esquisito.

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