Para os que respiram música assim como nós


Resenha: Paul Stanley (1978)

Álbum de Paul Stanley

Acessos: 66


O segundo melhor entre os quatro

Por: André Luiz Paiz

12/07/2021

Hoje em dia já é praticamente uma unanimidade que o melhor dos 4 discos solo dos integrantes do Kiss lançados em conjunto é o de Ace Frehley. Talvez seja por não figurar tanto nos álbuns das bandas com suas contribuições em época e ter mais ideias disponíveis, algo como um George Harrison do hard rock. Mas, Paul Stanley também fez bonito e deu trabalho ao vencedor.

Um fator que merece destaque no primeiro disco solo de Paul, é que este é único a contar com composições 100% autorais, já que os outros 3 contam com faixas cover. E, obviamente, para quem não conhece tanto a história da banda, vale também mencionar que, após o disco "Love Gun" e a turnê que gerou o disco "Alive II", os membros do Kiss deram um tempo na produção em conjunto para respirar novos ares e lançar, em comum acordo, álbuns solo. Apesar do conceito "disco solo", foi feita uma grande ação de marketing por parte da banda e os discos foram lançados em conjunto, no mesmo dia, além de possuírem capas similares.

Produzido por Paul Stanley e Jeff Glixman, temos um belo trabalho aqui. Nota-se claramente que as faixas mais direcionadas ao rock são muito provavelmente frutos de ideias não aproveitadas na banda principal de Stanley, mas com uma seleção de muito bom gosto. Por outro lado, temos muitas das suas influências que lá não se encaixavam no momento, como o Soul e o R&B. Considerando isso, impossível não citar "Hold Me, Touch Me (Think of Me When We're Apart)", "Ain't Quite Right" e "Take Me Away". O lado hard rock também se faz presente com estilo, e "Tonight You Belong to Me" desce fácil como um ótimo lado B das grandes faixas de abertura do Kiss. "It's Alright" e "Love In Chains" também estão entre as minhas favoritas. Inclusive, esta última brilharia fácil em qualquer disco do Kiss, principalmente se considerarmos que o disco de retorno seria o "Dynazty", com uma proposta bem diferente de seus antecessores. "Goodbye" vem logo atrás das citadas, também sem decepcionar, e vale também mencionar o belo solo de Bob Kulick (irmão de Bruce, que viria a fazer parte da banda no futuro) em "Move On".

A proposta de lançamento destes discos solo foi uma ideia genial. A banda fez muita grana vendendo quatro discos ao invés de um. E o mais importante: trouxe material interessante, refrescou as ideias e se preparou para uma nova fase. Mas, para alguns, isso não foi algo positivo, já que "Dynasty", gerou muita controvérsia.

Vamos ao pódio: Ace em primeiro, com Paul Stanley beliscando logo atrás. E Gene está em um seguro terceiro lugar, levando o bronze, já que Peter Criss não representou risco algum.

Tracklist:
A1		Tonight You Belong To Me
A2		Move On
A3		Ain't Quite Right
A4		Wouldn't You Like To Know Me
A5		Take Me Away (Together As One)
B1		It's All Right
B2		Hold Me, Touch Me
B3		Love In Chains
B4		Goodbye

As publicações de textos e vídeos no site do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do respectivo autor


Compartilhar

Comentar via Facebook

IMPORTANTE: Comentários agressivos serão removidos. Comente, opine, concorde e/ou discorde educadamente.
Lembre-se que o site do 80 Minutos é um espaço gratuito e aberto para que o autor possa dar a sua opinião. E você tem total liberdade para fazer o mesmo, desde que seja de maneira respeitosa.