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Resenha: Titanomaquia (1993)

Álbum de Titãs

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Na direção alternada

Por: Fábio Arthur

09/07/2021

Gratificante é a palavra dada para esse disco dos Titãs. O álbum segue a linha mais focada no som de peso, entre seus riffs, bateria e voz. 

O primeiro álbum sem Arnaldo Antunes, mas com canções do mesmo, ainda fazendo parte do trabalho. Jack Endino produziu o disco, e a banda salientou toda aquela fonte mais pesada e elementos do Grunge, que na época eram de sucesso extremo. Marcando o sétimo lançamento, a coisa saiu da vertente hit de rádio e dos programas de tv de época. 

A banda tocou com outros grupos mais pesados e foi angariando fãs mais da linha do Rock, Heavy e Punk. Até mesmo o visual do grupo alterou-se naquele momento também.

Foi lançado em 1993 e tem momentos muito bons, tanto no textual como no som. Tais passagens já começam a dar a cara em "Será que é isso que eu Necessito" e "Agonizando". A canção "Disneylândia", com sua letra fenomenal, foi base de uma questão do Enem, tamanha desenvoltura da mesma.

Nando Reis obteve pouca participação vocal, o repertório muito pesado deixou a forma do artista cantar um pouco fora da estrutura do álbum. Mas ele mantém bem a linha com "Hereditário".

A banda investiu em temas fortes e a sonoridade ficou excelente com o texto. Enfim, o disco chega como um dos pontos altos da carreira da banda. A obra vinha com um plástico preto cobrindo a arte original tanto em vinil como em fita K7. Dava um tom contemplativo. Foram, vídeos e quatro singles em mais de 120 mil cópias vendidas.

Os titãs ainda dariam continuidade com esse estilo adiante, mas não de maneira tão intensa.

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