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Resenha: Keeper Of The Seven Keys - Part I (1987)

Álbum de Helloween

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Novo conceito, refletindo em um clássico

Por: Fábio Arthur

05/07/2021

Quando Waiketh percebeu que a banda poderia ir além e mudar sua direção, o guitarrista/líder, resolveu começar a elaborar outra forma de compor, de inserir novos elementos e chegar em um patamar mais em frente. Apesar de estar obtendo uma boa recepção com o EP e o disco debute, Walls of Jericho, era necessário uma alternativa para chegar em outro nível. 

Com a chegada nos vocais de Michael Kiske - em época, um garoto de 18 anos - seria possível realizar o feito. Hansen compunha bem, cantava razoável, mas era um momento de transição e Kiske tinha alcance absoluto de voz, vindo com referências diretas de Halford e Dickinson, o jovem seria o passo inicial de uma fase promissora do Helloween.

Keeper of the Seven Keys nasceu dessa fonte, chegando como favorito de muitos Headbangers mundo afora. O álbum, detém a qualidade de melódico, pesado, bem composto e acima do que outrora foi elaborado pela banda. 

O lançamento deu-se em 1987, mas um ano antes a banda já estava preparando tudo. O disco veio com letras mais profundas, uma artwork perfeita e uma sonoridade bem forte. O material, não peca em momento algum, até mesmo na baladinha A Tale That Wasn´t Right a coisa anda bem, e muito bem. O disco alarga os horizontes e chega com uma forte influência de Iron Maiden também, vide a faixa Helloween, épica com passagens em alternâncias, textual mais profundo e também com a intensa melodia entre riffs. 

Logicamente o grupo, ficou em melhor posição na Europa, chegando em #15 e nos EUA apenas em #105, uma diferença enorme, mas a América do Norte sempre foi um mercado complexo. 

O Helloween, ainda aqui conseguiu aliar algo como Heavy tradicional com Metal mais pesado. A Little Time e I'm Alive são ótimos exemplos dessa faceta. Para quem não tinha ainda um "hit", o disco traz uma faixa gloriosa, Future World. A banda nesse ponto de carreira soube como evitar o fracasso que abateu sobre inúmeros grupos de um disco somente. Helloween, pela sua força e qualidade dos músicos, conseguiu aliar todas as formas. Mantendo-se agora em quinteto, aflorou dentro do cenário metálico para nunca mais ser um retrocesso e ainda hoje o grupo soa relevante. Twilight of the Gods vem lá pelo miolo trazendo aquele teor Speed tão enfatizado no disco de estreia. 

Um disco memorável e que teria uma segunda parte ainda mais ambiciosa pouco tempo depois, levando a banda ao primeiro ápice de verdade. 

Happy, happy... Helloween!

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