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Resenha: The Last Command (1985)

Álbum de W.A.S.P.

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O Ás de Espadas do W.A.S.P.

Por: Marcel Z. Dio

04/06/2021

Ao ter contato com o debut do W.A.S.P., não encontrei o que buscava quando julgavam que eram uma das melhores opções do mercado hard 80. Claro, haviam duas ou três canções robustas na bolacha, como "I Wanna Be Somebody" que pode ser considerada clássica pela força do instrumental e refrão. 
E incorporado na idolatria dos colegas, existia a voz inconfundível de Blackie Lawless, alem do visual estranho e legal pra caramba que o mesmo portava. Ora, sei que é cobrar demais até por ser uma estreia, porem, faltava algo que seria encontrado em seguida :
The Last Command, ai sim a visão foi outra, pela percepção de um disco mais forte, inspirado, melhor produzido e com todas as faixas em alto nível. Um tanto raro encontrar tal item nesses moldes, quero dizer, no estilo que praticavam. Via de regra os grupos jogavam uma baladinha mequetrefe para puxar as garotas ou faixas descartáveis para completar dois ou três singles, vide aquela porcaria chamada Quiet Riot. The Last Command é perfeito, sem exageros.

Wild Child vem para abrir e explodir tudo, selvagem como nome propõe. Fala sobre amor, mas não é tola e melosa. Riffs e mais riffs circundam a voz rasgada de Lawless. 
Ballcrusher não ficava atrás no poder de fogo.

The Last Command enfileirava hinos atrás de hinos, para por a mão no peito e cantar mesmo sendo leigo no inglês. 
Pergunta básica sem interrogação e respondida de bate e pronto, qual o desgraçado roqueiro que nunca cantou ou canta até hoje o refrão :
"Looking for Jack Action
To get my satisfaction
Looking for Jack Action
I'm looking for, looking".

Sobre a faixa título o entusiasmo vem a qualquer hora, é genial como soa e potente como só o W.A.S.P. conseguia.

Running Wild In The Streets pega emprestado a introdução de Tom Sawyer do Rush e depois toma o rumo natural com ótimos vocais de apoio e excelentes solos nas linhas Judas Priest e Iron Maiden.
Não esquecendo do ótimo single Blind In Texas, que assim como Wild Child, promoviam o disco nas rádios, da mesma forma que os idiotas do PMRC (entidade constituída por católicos fervorosos e políticos conservadores) com todo seu protesto contra as letras sacanas de Lawless acabaram por ajudar o W.A.S.P. a ser ouvido por adolescentes curiosos. Ou seja, tudo o que precisavam, fogo na lenha e mais plateia.

Nota dez e fatura liquidada.

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