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Resenha: Dois (1986)

Álbum de Legião Urbana

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Pop, rock e poesia

Por: Fábio Arthur

31/05/2021

A fonte inspiradora da Legião era algo surreal, enquanto alguns grupos marcavam o passo com lirismo sem uma conotação tão abrangente quanto "meu amor, eu te quero", ou algo nessa linhagem, Renato e seus comparsas iam mais além, com teores profundos, poéticos e baseados em literaturas. 

A arte musical vinha como um U2 e/ou um The Smiths com traços brazucas. O disco chegou como favorito e marcou a lista dos 100 mais brasileiros. Forte em interpretação e com uma força do baixo marcando duro, aliando a guitarra de Dado em linhas ora violões, ou delays. Bonfá entra nessa martelada com Rocha e a cozinha ficando altamente poderosa.

Eduardo e Mônica, Tempo Perdido, Quase sem Querer, Índios, Acrílic on Canvas viraram singles, compactos, como dizem no Brasil. Ainda temos uma abertura com a forte autobiográfica letra de Daniel na Cova dos Leões. E ainda temos o BLUE Música Urbana 2 e a canção idolatrada Andrea Dória. Química de Legião Urbana III, chega no final da vinheta apenas do K7 para ser lançada no disco já citado e sucessor.

Em Legião Urbana - Dois, o conteúdo textual parte do lado da área afetiva, saindo da política ou de emoções juvenis, dando ênfase no conflito amor, relação existência desse afeto todo. Até meio confuso.

Não tem como negar que, aqui, a banda era intacta e uma alta fonte musical.

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