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Resenha: Revenge (1992)

Álbum de Kiss

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O álbum absoluto

Por: Fábio Arthur

29/04/2021

Gravado sob uma avalanche de problemas e mais ainda pelo falecimento do baterista Eric Carr, a banda conseguiu se concentrar e lançar esse álbum de ponta, "Revenge".

O disco traz uma banda renovada, menos Hard Rock, mais intensa, fluindo na veia do som mais cru, mais incisivo. Óbvio que a fonte de canções não está repleta de faixas excelentes, e sim, mantém o interesse em boa parte do material, e em outros pontos, peca por não serem tão boas; mas ainda assim, vale e muito.

Bob Ezrin, tornou a produzir o grupo e não deixou a banda na mão. O polimento acabou sendo muito bem exibido. O disco chegou em 1992, em um período em que a música mudava e muito. A bolacha tenciona de forma abrangente detalhes como som de guitarras, baixo e vocais. 

Eric Singer chegou no posto da bateria e mostrou uma fonte bem forte em notas evolutivas, muito técnico e o mesmo já tinha muita experiência, sendo ex-Alice Cooper, Black Sabbath entre outros. Do mais, a canção "Car Jam" uma passagem de som de Carr, foi adicionada ao fechamento do álbum, fenomenal!

Uma cover foi inserida e virou Hit e single, "God Gave Rock and Roll To You II". São praticamente 50 minutos de sons, melodias, vocais de Stanley perfeitos e uma harmonização bem elaborada ao todo no disco. 

Vinnie Vincent tocou novamente com o grupo, e fez solos em "Unholy", entre outras faixas. "Take it Off" que ao vivo ganhou strippers ao palco, teve a bateria de Kevin Valentine no álbum.

A banda conseguiu atingir número #6 nos EUA, e na Europa em geral #4 posição. O grupo veio ao Brasil e tocou na continuação da turnê, isso em 1994, no Monsters of Rock. 

"Paralyzed" tira Gene do limbo e mostra algo bom do músico e isso em muito tempo, e que aliás ao vivo nessa fase, o artista não fazia o usual com a língua exposta nos concertos como de costume; segundo consta, foi ideia do produtor e empresário do grupo. A banda também se manteve em roupas menos coloridas, deixando de lado o estilo colorido de vez; saindo dos anos oitenta com classe.

Em outros momentos, "Spit" e "I Just Wanna" soam muito bem. 

É o típico trabalho que entra no quesito álbum de qualidade e que mostra uma evolução, assim como outros da banda.

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