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Resenha: The Resistance (2009)

Álbum de Muse

Acessos: 79


Prog rock miniaturizado

Por: Roberto Rillo Bíscaro

24/04/2021

The Resistance é puro drama. Está tudo deliciosamente exagerado: Bellamy vai do sussurro ao grito; em algumas faixas seus vocais estão em camadas superpostas. Há solos de guitarra executados com gusto e orquestras completas tocando trechos de Chopin e também canções do próprio Muse. E tudo isso concebido por Bellamy!

O galope de guitarra e bateria de bombástica Knights of Cydonia, faixa de encerramento do álbum anterior, já apontava o caminho trilhado neste álbum. 

Letras sobre ficção científica, (uma delas bilíngüe), compõem este cenário de glam e ópera rock, onde tudo é bombástico, apresentando canções com títulos como Exogenesis: Symphony, dividida em 3 partes: Overture, Cross Pollination e Redemption. 

Como os meninos cresceram ouvindo não apenas Queen, Radiohead e prog rock, há um momento onde algum produtor contemporâneo parece ter cruzado com o Depeche Mode (Undisclosed Desires). Não ficou muito bom porque não combina com o resto do álbum, mas, tudo bem, influência do Depeche nunca matou ninguém.

Muse é o rock progressivo do capitalismo tardio: não há mais tempo para longas suítes sinfônicas durando um lado de um vinil, então está tudo encapsulado em canções mais curtas. Não há como negar que o esforço de concentração é imenso. E funciona!

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