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Resenha: Equator (1985)

Álbum de Uriah Heep

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Hora de apertar o reset, de novo

Por: André Luiz Paiz

05/04/2021

Se "Abominog" chamou a atenção e trouxe a chama de uma nova e inspiradora fase do Uriah Heep com o vocalista Peter Goalby, "Head First" deixou sérias dúvidas, e "Equator" decepcionou de vez.

Trevor Bolder estava de volta, pronto para excursionar novamente com a banda. Porém, mesmo depois de um tempo considerável, estava clara a falta que Ken Hensley fazia ao grupo. Trabalharam mais uma vez em conjunto para a criação das dez faixas que compõem o trabalho, mas, se a proposta anterior era suavizar as coisas para atingir as rádios, aqui a coisa foi ainda mais descarada, chegando a deixar o rock totalmente em segundo plano. Teclados em excesso por todos os lados, poucos momentos de destaque para as guitarras, e canções que mostram até um certo esforço dentro do AOR e pop, mas que não conseguem se equiparar ao material de sucesso das bandas que brilhavam naquele momento.

E foi assim que o disco saiu, passou batido e marcou a despedida de Goalby e também do tecladista John Sinclair. Como destaque, temos "Rockarama", "Bad Blood" e "Angel". No mais, só garimpando com muita dedicação para encontrar bons momentos.

Após apertar novamente o reset, a banda retornou com um disco de inéditas apenas quatro anos depois, mas aí já com Bernie Shaw nos vocais, mudança que aos poucos foi dando certo, já que o vocalista permanecendo até hoje. O mesmo com o tecladista Phil Lanzon.

Com a vasta discografia que tem o Uriah, dificilmente um fã escolherá "Equator" para a playlist. Vale conferir para matar a curiosidade, mas sem grandes expectativas.

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