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Resenha: Working Girl (2015)

Álbum de Little Boots

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Para motivar para um dia de trabalho

Por: Roberto Rillo Bíscaro

04/04/2021

Em 2009, parecia que Victoria Christina Hesketh tornar-se-ia megaestrela electro. Não rolou e Little Boots chegou a seu terceiro álbum, Working Girl, lançado por selo próprio, com bem menos alarido. 

Mais ou menos conceitual –  várias canções têm nomes ligados ao mundo do trabalho e falam de mulheres decididas –, trata-se de uma coleção de 11 canções, embora o CD tenha 13 faixas, porque 2 são vinhetas. Quem se interessar, consiga logo a versão que tem Desire como faixa bônus; canção animadinha que tem odor a electrofunk.

Agradável e genérico descrevem merecidamente Working Girl. A faixa-título acerca-se do Saint Etiene anos 90, Better In The Morning tem percussão à Tom Tom Club; Heroine a hipnose dalguma faixa de Introspective, dos Pet Shop Boys; a entonação de reggae sintético de The Game poderia ser da Blondie dos Últimoos Dias; Help Too estaria à vontade no fracassado Kiss Me Once, de La Minogue; a deliciosa Business Pleasure é acessibilização de Aphex Twin (será que alguém lembra que aquele teclado saiu diretamente da jurássica Numbers, do Kraftwerk?). 

Delícias, Working Girl oferece várias em sua mistura amansada de electro e EDM anos 90/começo dos 2000’s. No Pressure, Get Things Done, Taste It (com seu refrão grudento) e Real Girl vão te fazer pular ou caminhar com mais suingue. Vale conferir.

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