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Resenha: Dornik (2015)

Álbum de Dornik

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Precisa espantar o espírito de Michael Jackson

Por: Roberto Rillo Bíscaro

03/04/2021

Em 2013, da Inglaterra veio o single Something About You, de um Dornik, faixa downtempo de neo soul meio esfumaçada. Depois vieiram Drive com guitarrinha suingada e produção a la acid jazz, de início dos anos 90, e Stand In Your Line, com seus mais de 6 minutos de eletrosoul. Silêncio até 2015, quando saiu álbum de estreia homônimo, com 10 faixas, sendo que as 3 canções já lançadas constam no trabalho.

Dornik abre com Strong, que tocaria em todas as aulas de aeróbica da primeira metade dos anos 80, que é de onde saiu – assim como boa parte do álbum. Percussão de Prince fase-1999 e, sobretudo, aquela voz influenciada pelos maneirismos e timbres de Michael Jackson. O fantasma do Rei do Pop assombra Dornik – álbum e artista – para o bem e para o mal. Wacko Jacko era genial, mas depois de algumas faixas ouvindo quase imitação de alguns de seus tiques, pode dar vontade de tocar o original. Por mais que Shadow seja sombra de Human Nature, a sétima faixa de Thriller é superior demais pra Dornik ficar aguçando nosso desejo de ouvir Sua Trágica/Mágica Majestade. Em sua maior parte, Dornik-álbum é eletrosoul downtempo agradável de se ouvir, mas meio indistinto um do outro, exceto pela deliciosa Chain Smoke, que parece gravada no 1985 de nossa memória.

Como primeiro álbum, Dornik está bastante bom: compraz, entretém e oferece agradáveis jams com voz gostosa. Mas, o meninão tem que tratar de burilar identidade mais forte, senão se perderá nas areias do tempo, como Rockwell.

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