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Resenha: Orchestral (2014)

Álbum de Visage

Acessos: 76


Não funcionou

Por: Roberto Rillo Bíscaro

28/03/2021

Em março de 2014, o Visage tocou com uma orquestra tcheca na cidadezinha de Harrachov, para o enceramento do campeonato mundial de salto de esqui. A experiência deu a ideia pra Orchestral, que reúne canções dos 4 álbuns e uma inédita em versão synth-orquestral. Embora conceito original para um álbum tipo “maiores sucessos” (só há uma inédita, a deletável The Silence), o casamento com sinfônico nunca funciona de verdade. Por mais simpáticas que Fade to Grey e Damned Don’t Cry tenham resultado, na hora H o ouvinte quer a versão original, especialmente da última. O estado da voz de Strange acabou pesando, especialmente em Pleasure Boys, que ficou pior que o original; e mesmo com os disfarces de estúdio, a gelidez jovem faz falta. Orchestral pode servir como curiosidade para os (muito) poucos fãs do Visage, mas para o público geral nada acrescenta.

E assim terminou o retorno às atividades do Visage, pelo menos em sua encarnação com Strange (e pode haver outra?).

O coração New Romantic do vocalista parou de bater, enquanto de férias no Egito. O enterro contou com a presença de Boy George e os irmãos Kemp, do Spandau Ballet carregando o caixão; Martin Fry, do ABC; Andy Bell, do Erasure; Tony Hadley, vocal do Spandau. Celebridades New Romantic e synthpop de há 40 anos que foram se despedir dessa figura complicada, mas definidora de muito do que amamos na primeira metade da melhor década da História. A imprensa britânica não poupou laudas e louros para a importância de Steve. Se o considerava tão especial, por que ignorou seus últimos lançamentos?

Descanse em paz, Steve Strange.

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