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Resenha: Every Open Eye (2015)

Álbum de Chvrches

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De olhos abertos para os anos 80

Por: Roberto Rillo Bíscaro

23/03/2021

Every Open Eye é ainda mais dançável que o álbum de estreia e com sonoridade que mostra uma banda ciente de ter potencial para estourar maciçamente. Há uma maneirada na gelidez dos teclados, mas o nível de qualidade é invejável. Keep You On My Side e Empty Threat foram feitas para saltitar; esta última lembra certo synthpop da Europa continental, mormente escandinavo, tipo o do dinamarquês Alphabeat. Talvez seja a voz de anjo agitado de Lauren. Talvez a felicidade induzida pela canção intoxicante.

Iain assume o vocal em High Enough to Carry You Over e nos leva a 1985 com o synth levemente funkeado e as pesadinhas repetições de Playing Dead, com Lauren de volta aos vocais, fará os oitentistas recordarem o Rock Me Amadeus, do finado Falco. Esse álbum tem espaço até para uma balada: a melodia de Afterglow é construída basicamente por Lauren, que canta sobre fino carpete de teclados.
O DNA do Depeche Mode, presente desde a estreia, produz filho impossível de negar a paternidade em Clearest Blue, com citação musical de Just Can’t Get Enough numa letra que repete “it’s not enough” adoidado. Nem que quisesse o Chvrches conseguiria esconder a ascendência 80’s: a capa de Every Open Eye referencia a de Power, Corruption and Lies, ponto de virada synth da New Order.

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