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Resenha: On Every Street (1991)

Álbum de Dire Straits

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Em cima do muro

Por: Fábio Arthur

01/03/2021

Talvez fosse a falta de vontade, criatividade ou mesmo o enorme sucesso após Brothers in Arms. Mas aqui, em 1991 o Dire trouxe uma junção entre o som do disco passado e algo mais "moderno". A banda obviamente não era mais a mesma dos álbuns mais antigos. 

Esse marca o fim de uma carreira sólida e inverte a situação. Agora, eu de fato, prefiro a banda em seus álbuns iniciais e também a carreira solo de Mark, que é ótima.

Heavy Fuel tocou na MTV, nas rádios e até mesmo foi a chamada para o grupo vender bem de novo, foram 8 milhões de discos. Alan Clark soube lidar com a produção e Mark concebeu a obra também.

O que me parece ao ouvir em época e ainda hoje, é que um dos maiores grupos de Art, Roots, e Rock, havia perdido a mão, e total. O disco até convence sim, mesmo na falta do elemento sonoro, a fonte de detalhes e a supremacia do começo de carreira.

Calling Elvis começa o disco, que tem duração longa de 60 minutos, e nem todas as faixas são legais. On Every Street, que dá título ao disco, segue a trilha e por um momento se tem a impressão de que a banda ainda trazia aquela energia, mas de fato a coisa toda volta a ser passiva posteriormente.

Fica como mais um álbum para coleção e que também não fez feio ao final, só não alcançou o ponto necessário.

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