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Resenha: In The Court Of The Crimson King (1969)

Álbum de King Crimson

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Histórico por diversos motivos

Por: André Luiz Paiz

24/02/2018

Não é difícil falar de King Crimson, principalmente de "In The Court Of The Crimson King". Como é possível um álbum percursor ser tão coeso, tão preciso e tão perfeito? É isso que vou tentar relatar nesta resenha.

A banda foi formada em 1968, após o projeto Giles, Giles and Fripp ter recebido pouca atenção. Logo em seguida, Robert Fripp e Michael Giles começaram a estruturar a formação de um novo grupo, com a adição de Greg Lake, Peter Sinfield e o compositor multi-instrumentista Ian McDonald. Estava assim estabelecida a primeira formação do King Crimson.

"In The Court Of The Crimson King" foi lançado em 1969 e está cravado na história como um álbum marcante por diversos motivos. Primeiro, pode sim ser considerado como o álbum percursor do rock puramente progressivo. Algumas bandas como Beatles e Moody Blues já haviam flertado com o estilo e o Pink Floyd estreou mais como rock experimental e psicodélico em "The Piper at the Gates of Dawn", mas nenhuma destas bandas foi tão diretamente conectada ao estilo, ao menos não naquele momento. Em segundo, na minha opinião, King Crimson inaugurou um estilo que seria brilhantemente explorado por muitas outras bandas de qualidade na década seguinte. Terceiro, por demonstrar que era possível expressar sentimentos da forma mais pura e simples, independente do alto nível musical que a banda possuía. Canções de fácil assimilação, com cada nota planejada e executada com maestria, causando as sensações que somente o rock progressivo causa. São vários outros motivos que poderíamos aqui debater sem qualquer receio.

O álbum possui somente cinco músicas, que lhe despertam a vontade de repetir a audição incansavelmente. "21st Century Schizoid Man" é talvez a mais famosa do álbum. Se você tem a curiosidade de saber qual a capacidade musical individual dos membros da banda, aqui está o cartão de visitas. Vocais distorcidos e ritmo acelerado, conduzidos na guitarra e saxofone, nos transportando para um frenesi absurdo de técnica e feeling. Confira a jam espetacular no meio da canção. Se esta faixa não lhe impressionar na primeira audição, fique tranquilo, nas próximas você ficará boquiaberto.
Mudando abruptamente, "I Talk to the Wind" lhe deixará emocionado. Sim, é impossível resisti-la. O som da flauta angelical lhe transporta para uma outra realidade em um ambiente doce e suave.
"Epitaph" é a minha favorita e ainda mantém o ambiente suave, porém um pouco mais sentimental e denso com belíssimas orquestrações. E o refrão? Simplesmente magnífico.
"Moonchild" é interessante por dois motivos. Primeiro, pelo tema inicial brilhante, lento, triste e melódico. Em seguida, traz o lado mais psicodélico da banda, com improvisações suaves e tranquilizantes.
"The Court of the Crimson King" é nitidamente um molde para diversos outros temas explorados pelas futuras bandas de rock progressivo que ainda iriam surgir. Ótimo instrumental, grandes teclados com orquestrações de mellotron belíssimas. Todos os temas explorados aqui são perfeitos se tratando de composição e execução.

Impressionante como é empolgante somente o fato de falar sobre cada uma das faixas de "In The Court Of The Crimson King". Se você não conhece, imagine a sensação de ouvi-las. Não perca tempo e curta este marco do Rock Progressivo.

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