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Resenha: Nº4 (1999)

Álbum de Stone Temple Pilots

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O quarto álbum do Stone Temple Pilots!

Por: Débora Arruda Jacó

14/02/2021

Os anos 90 foram marcantes para o rock com o Grunge, que sem dúvidas, foi um dos movimentos mais marcantes culturalmente. Quem já leu minhas resenhas, deve ter percebido que gosto muito do STP. Nirvana, Alice In Chains e STP são os meus preferidos dessa década. E sim, o STP não é necessariamente um grupo do movimento grunge, mas como foram lançados ao mesmo tempo, muitos acabam os rotulando como grunges. Se bem que Scott Weiland, era admirador desses grupos citados e do grunge, em geral. 

O álbum Nº4 abre com a pesada “Down”, boa música em que Scott apresenta uma forte performance vocal que combina com os bons riffs de Dean DeLeo, sempre acompanhados pela excelente linha de baixo do “mano” Robert e a cozinha competente de Eric Kretz, o integrante “discreto”. A próxima faixa é mais um hard rock pesado: “Heaven & Hot Rods”, apresentando bons riffs de guitarra também. “Pruno” apresenta uma batida legal no início, acompanhada pelos riffs pesados e a linha de baixo de Robert, enquanto Scott vai “cantando” os versos que retratam sentimento de perda e angustia. “Church On Tuesday”, é uma letra que de uma forma ou outra, critica a igreja, a desestruturação da família: “Eu encontrarei um caminho para você/Pai está sempre fumando/e sua mãe está na igreja terça/e seu irmão está sempre bebendo e morrendo”. Além da letra, apresenta ótimos arranjos.
“Sour Girl” é uma linda balada: talvez, a faixa que eu mais goste. Além do belo vocal de Scott, a canção conta com belos arranjos. Gosto muito da batida (meio sincopada) e da suave linha de baixo de Robert. Bela música, que contou com um vídeo promocional em estilo “vamp”. A seguinte é outra faixa pesada, para não esquecermos que se trata de um grupo de música pesada: “No Way Out”, com vocais pesados de Scott que contrastam com os da faixa anterior. Dean no geral, faz grande performance nesse álbum. “Sex & Violence”, é outra canção de peso aqui.  A letra trata de amor, mas com sexo e violência – o som é legal, mas a letra é um pouco amarga, se é que posso usar o termo aqui. “Glide” apresenta uma introdução bonita, com belo riff de guitarra e Scott com belo vocal. É uma canção pesada e agradável, ao mesmo tempo. “I Got You” é outra balada, apresentando influencias de country music (principalmente no inicio). É uma faixa que também agrada aos ouvintes. “MC5” é um pouquinho estranha pra mim e não é uma das minhas preferidas...Bem, nem tudo pode ser perfeito! 
Ainda bem que o álbum encerra com “Atlanta”, faixa que contrasta com a anterior: mais uma linda balada, que inicia com lindo acústico, e a voz de Scott apresentando um belo tom grave. O finalzinho (com toques sutis de teclado) completa o clima dessa bela faixa.  Scott era de fato, um grande cantor...que pena ter ido tão cedo! 

Enfim, mais um álbum bem produzido pelo grupo. Canções como Sour Girl, Atlanta, Down, Glide, Pruno   e I Got You fazem a diferença. Lembrando que quando os rapazes estavam lançando o álbum, Scott passava por momentos difíceis. Mas, assim como outros trabalhos do STP, vale muito a pena conferir!

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