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Resenha: Turn It On Again: The Hits (1999)

Álbum de Genesis

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Retrospectiva de uma carreira distinta!

Por: Débora Arruda Jacó

13/01/2021

Há tempos, que eu gostaria de escrever sobre o Genesis, mas acabei não o fazendo...  Os demais colegas do blog já haviam escrito resenhas (muito boas, por sinal!) e então decidi aguardar. Porém, percebi que a coletânea “Turn It On Again” não tinha resenha e eis que a oportunidade surgiu.

O CD inicia com a faixa título, com bom arranjo e vocais de Collins e é um dos grandes hits do grupo. Não menosprezando os demais, mas é Collins que de fato brilha aqui. A segunda é o mega-hit “Invisible Touch”, que foi uma das primeiras canções do grupo que escutei. Na verdade, eu era apenas uma criança e é mais como parte de minhas recordações. Fez parte da trilha da novela “Roda de Fogo” (1986-87). “Mama” é a próxima: particularmente, considero ser um dos melhores arranjos do grupo – destaco além do vocal de Collins, com a “risadinha” sinistra no meio da canção, o trabalho de Tony Banks nos teclados. A quarta é uma canção que é meio menosprezada por alguns críticos, mas que acho ótima: “Land of Confusion”, que apresenta letra crítica para a política do mundo e em especial, para Ronald Reagan. Ótimos arranjos, videoclipe interessante em que Collins e cia. deixam seu recado de descontentamento. Me agrada o solo de guitarra do Mike Rutherford.” I Can’t Dance” é bem legal:  uma faixa dançante e outro grande hit do grupo. “Follow You Follow Me” é uma das minhas preferidas: a balada que tornou o Genesis notório nos EUA e segundo Rutherford, “popularizou” o grupo entre o público feminino. Mais uma faixa que fez parte de trilha sonora de novela (Dancing Days - 1978). “Hold On My Heart” é uma balada bonita, mas parece ser vinda dos trabalhos solos de Phil Collins. “Abacab” é um grande momento de Collins: tem ótimos arranjos e novamente temos a amostra do quanto o vocalista /baterista é especial. A nona faixa “quebra” um pouco a fase pop de Collins: a etérea “I Know What I Like”, interpretada por Peter Gabriel. A canção faz parte do clássico “Selling England By The Pound”, quando o grupo contava ainda (além de Gabriel) com Steve Hackett. “No Son of Mine” é uma das minhas preferidas: a história de um menino que descobre que o homem que considerava ser seu pai, na verdade não o era. Uma das melhores da fase Collins. “Tonight, Tonight, Tonight” apresenta uma sonoridade interessante: o efeito dos teclados de Banks, que lembram de fato, o som dos grilos noturnos combinando com o título da canção. “In Too Deep” é mais um momento de recordações e também, se trata de uma linda balada romântica interpretada com emoção por Collins. 
“Congo” pertence ao álbum Calling All Stations: é uma ótima canção que teve no vocal Ray Wilson que deu ao grupo um ar de contemporaneidade. Gosto muito dessa faixa e acho que Wilson não fez feio. “Jesus He Knows Me” é uma crítica aos religiosos (tipo Jim Jones) que exploram seus fiéis. Também gosto dos arranjos. “That’s All” é outro grande sucesso do grupo – particularmente, destaco os teclados de Banks e o simples, mas bonito solo de guitarra de Rutherford. “Misunderstanding”, embora seja uma faixa do Genesis nos dá a impressão de ser uma canção solo de Phil Collins que já nesse tempo, dava sinais de almejar uma carreira solo. Mas isso não tira o mérito da canção, pelo contrário. “Throwing It All Again” é uma balada bonita, que não lembra o progressivo, mas que encanta o ouvinte. E finalizando, temos uma releitura da belíssima “The Carpet Crawlers”: particularmente, prefiro a faixa original – mas o grupo resolveu realizar essa versão e incluí-la na coletânea. 

No geral, para quem está começando a conhecer o Genesis é uma boa coletânea: especialmente, se for fã de Phil Collins. Já para os que preferem a fase Gabriel é interessante conhecer os primeiros álbuns do grupo. Bem que essa coletânea poderia ter incluído mais faixas da fase Progressiva, mas ainda assim vale.

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