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Resenha: 13 (2013)

Álbum de Black Sabbath

Acessos: 85


Continuando a maldição

Por: Fábio Arthur

12/01/2021

O Sabbath é uma das maiores influências musicais no meio do rock pesado e/ou Heavy, como queiram. Fato é que um disco do grupo sempre traz a curiosidade dos fãs e a banda passou a vida como uma referência direta ao teor musical de qualidade.

Em "13", tudo seria de bom grado em um complemento fantástico e muito elevado. Obviamente, a espera por um trabalho de alta reputação era sem muitas expectativas, porém, o que se viu foram uma das melhores obras do grupo em muito tempo. Soltaram a bruxa e a coisa andou de comum acordo entre ótimos riffs, melodias, letras, arranjos e as próprias canções que, de impacto sobressaíram de forma maravilhosa e com qualidade.

O disco alcançou voo agora pela Vertigo, com pouco mais de 50 minutos, e entre o Doom, Metal e o Blues, o Sabbath soltou sua força sonora com maestria. Rick Rubin finalmente acertou a mão e o que ouvimos é um petardo clássico e que agrada em cheio. Até mesmo ele conseguiu deixar a voz de Ozzy menos pasteurizada e trouxe uma afirmativa de que, quando se trabalha com um grupo de alto nível, a coisa entra no eixo e com vontade.

Após os 4 singles e alguns vídeos, a banda conseguiu impulsionar toda sua força em uma direção eficaz. Sem Bill Ward - que é a grande perda e falha dessa jornada -, a banda regulou o som em um efeito de outrora e chegando como no passado glorioso. Aqui, Ozzy volta ao vocal principal em estúdio após muitos anos, já que seu último suspiro com o Sabbath foi em 1978.

O mais curioso é que esse disco começou lá atrás, bem antes, e a banda parou para que as carreiras paralelas fossem ajeitadas, inclusive a tour e disco do Heaven and Hell. Aqui o grupo recebeu mais um Grammy e voltou com tudo para as paradas, até mesmo por fãs antigos que estavam esperando algo do tipo.

A arte do álbum acaba sendo bem simples, mas interessante ao mesmo tempo. Segundo consta, o álbum tem esse título pois a gravadora almejava que fossem 13 canções no set list, final da obra e etc. 

End of the Beggining, God is Dead?, Loner, Zeitgeist e Dear Father são ótimas canções e mostram o quanto o grupo seguiu relevante por essa fase final. Voltaram e encerraram com dignidade e muita força, deixando sua marca como um dos maiores grupos da história.

Ouvi muito esse disco e me trouxe uma visão nítida e sincera da obra, pois acredito que o acerto foi total e conseguiu mostrar uma diferença bem significativa.

E dá-lhe paulada!

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