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Resenha: Slippery When Wet (1986)

Álbum de Bon Jovi

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Hard rock de arena fantástico

Por: José Esteves

12/01/2021

Apesar do segundo álbum, “7800º Fahrenheit”, ter feito algum sucesso, a banda queria alcançar um público ainda maior. Duas mudanças foram tomadas para isso: primeiro, fazer um som um pouco mais leve do que o que eles faziam antes; segundo, contratar o liricista Desmond Child, responsável por alguns hits do Kiss, da Cher e da Bonnie Tyler. Ambas as mudanças foram notáveis e fizeram o álbum explodir: o álbum é o maior sucesso da banda até hoje, inclusive se tornando um dos cem álbuns mais vendidos de todos os tempos, conquistando álbum de platina e se mantendo oito semanas no topo dos 200 da Billboard, além de figurar na lista da Rolling Stones de melhores álbuns de todos os tempos.

Sempre existiu uma valorização de bandas como Queen e como Kiss nas suas tentativas de criar o maior Arena Rock de todos: músicas que não só valorizam da interação com o público, como são explosivas quando essa interação acontece. O Bon Jovi conseguiu, facilmente, fazer o maior álbum de arena rock da década de 80, com apenas três músicas. Contratar Desmond Child foi o melhor que fizeram, mas o Bon Jovi é um excelente cantor e guitarrista por conta própria, e essa dupla funcionou muito bem. Somado a isso, a bateria de Tico Torres e o teclado de David Bryan encapsulam o álbum diretamente na década de 80, criando um dos discos mais fortes da década.

As três primeiras faixas do álbum dizem para que que o álbum veio: “Let it Rock”, “You Give Love a Bad Name” e “Livin’ on a Prayer” devem ser considerados uma das melhores aberturas de álbuns de todos os tempos. Implacável, o disco continua com a energia lá em cima, se mantendo acima de um padrão de otimismo que é único da década de 80. Existem baladas que a energia cai um pouco (“Never Say Goodbye” é quase do Bryan Addams) e músicas que o vocal e o teclado acabam tirando a velocidade (“Raise Your Hands”, que começa quase como heavy metal do início da década), mas no geral, a maior parte das músicas são fantásticas. Como não pode ser ignorado, “Wanted Dead or Alive”, com seus trejeitos de country remetendo ao faroeste da letra, funciona muito bem também.

A melhor faixa do álbum é a segunda, “You Give Love a Bad Name”, com sua introdução de vocal explosiva, a guitarra entrando quase que destrutiva e um riff de teclado brilhante. Sendo um Arena Rock, os momentos para o público gritar juntos são evidentes, o que cria mais uma camada de qualidade ao projeto, mas existem poucas músicas no vinil que não tem pelo menos um pequeno espaço para o público gritar junto.

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