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Resenha: In Nomine Éireann (2020)

Álbum de Tuatha de Danann

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Usando a pandemia para homenagear suas referências

Por: André Luiz Paiz

11/01/2021

O grupo Tuatha de Danann teve seu grande momento no início da década de 2000, momento também no qual as bandas nacionais começaram a ganhar destaque com o aumento das vendas de CD's. No caso do grupo mineiro, o que chamou a atenção foi a proposta musical, mesclando heavy metal com folk e música celta. Isso alinhado ao talento musical, principalmente de seu líder Bruno Maia, o devido reconhecimento surgiu.

Mais de duas décadas se passaram e o grupo segue forte e em evidência, lançando discos muito bem produzidos e fortes em conteúdo musical. Porém, o excelente lançamento de 2019, o EP The "Tribes of Witching Souls", deixou um gostinho de quero mais, até que, mesmo com os empecilhos da pandemia, foi lançado em 2020 o não menos excelente "In Nomine Éireann". Um disco com a cara da banda, mas também com uma proposta ousada e criativa.

Temos aqui um disco que tem um simples propósito: fazer uma homenagem à música irlandesa, com a reinterpretação de alguns temas que datam até mesmo de séculos atrás. "In Nomine Éireann" significa algo como “Em nome da Irlanda” e traz uma bela arte de capa do ilustrador Paulo Oliveira (Coruja), com base no conceito de Rodrigo Barbieri. Um trabalho com faixas que soam quase como um agradecimento da banda aos seus principais influenciadores, uma cultura musicalmente rica e cheia de histórias. Os temas são brilhantemente mesclados com novos arranjos e trechos compostos pela banda, em músicas que trazem vários sorrisos no rosto. Temos gaita de fole, violinos, flautas características e, é claro, guitarras!

São dez faixas e uma bônus. Um disco que você deve ouvir por completo para mergulhar em uma aventura musical. Desde a abertura instrumental "Nick Gwerk's Jigs", passando pela divertida "Molly Maguire", a viagem é de imensurável prazer, terminando com a encantadora e também instrumental "The Dream One Dreamt". Vale também destacar a ótima bônus "King". E por fim, fica aqui também um grande motivo para você adquirir o CD: saber mais sobre cada tema, acompanhar as letras e admirar o trabalho gráfico do material, algo extremamente competente.

Compre o CD, apoie o metal nacional e veja o quão grande e talentoso ainda é o Tuatha de Danann.

Ficha técnica:

Faixas:
1 - Nick Gwerk's Jigs  
2 - Molly Maguires  
3 - Guns and Pikes  
4 - Moytura  
5 - The Calling  
6 - The Wind That Shakes The Barley  
7 - Newry Highwayman  
8 - The Master Reels  
9 - The Devil Drink Cider  
10 - The Dream One Dreamt
11 - King (Bonus Track)

Tuatha de Danann:
Bruno Maia (vocal, guitarra, banjo, bouzouki, low whistle, tin whistle)
Giovani Gomes (baixo e backing vocals)
Edgard Brito (teclados e escaleta)
Nathan Viana (violino)
Raphael Wagner (guitarra)
Rafael Delfino (bateria e bodhran)

Participações:
Alex Navar (uilleann pipes) em "Nick Gwerk's Jigs", "Guns and Pikes", “Moytura” e "The Dream One Dreamt"
Keith Fay (vocais) em "Molly Maguires"
Kane O'Rourke (violino) em "Nick Gwerk's Jigs", "Molly Maguires", "Moytura" e "The Master Reels"
Marcell Cardoso (bateria) em "Guns and Pikes" e "The Wind that Shakes the Barley"
Folkmooney (vocais) em "Guns and Pikes"
Manu Saggioro (vocais) em "The Calling"
Daísa Munhoz (vocais) em "The Wind that Shakes the Barley"
Talita Quintano (vocais) em "Newry Highwayman"
John Doyle (violão e bouzouki) em "The Master Reels"
Rafael Salobreña (bodhran) em "The Master Reels"
Marc Gunn (vocais) em "The Devil Drink Cider"
Fabricio Altino (bateria) em "The Devil Drink Cider"
Finn Magill (violino) em "The Dream One Dreamt"

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