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Resenha: Aladdin Sane (1973)

Álbum de David Bowie

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Histórico e necessário

Por: Fábio Arthur

09/01/2021

Uma obra completa e ampla, esse disco pode e deve ser definido como um dos pontos mais férteis da carreira de Bowie. Após o antecessor o famoso Stardust, o artista chega aqui como a uma referência musical e um completo alicerce do Rock, Art Rock e afins. 

Com o tratamento dado, a bolacha vai além de salientar o musical necessário e se coloca na linha de clássico e como uma referência imponente e otimista na década como um todo.

Ao julgar pelas diferentes fontes entre resenhas e críticas de época, Bowie obteve um máximo extraído para com seus fãs e, como até mesmo seu biógrafo o definiu, "um disco essencial". Por fato, é que a musica contida aqui nesse ponto amadurece e mantém a expectativa de excelência do cantor e sua investida formidável.

 Entre a turnê e idas e vindas, o long play foi gravado em Londres, através do ano de 72 indo até começo de 73. Vários singles foram lançados antes do disco sair do forno, e a faixa The Jean Genie se saiu bem. A obra foi produzida pelo próprio punho de Bowie e chegando ao clímax entre 40 minutos de muito som, flertando com variáveis fortes e absolutas.

Alladin Sane trouxe antecipado retorno de quase 100 mil exemplares antes de sair o álbum de fato. Mas, por um revés e apesar de estar confortável, Bowie se viu melhor nos EUA do que na Europa; coisas da música.

What that Man começa tudo como deveria, rocker, batida certeira na batera e fluência na voz e melodia.  A faixa título trafega por aclamados pianos até que em algum ponto uma dissonância surge com qualidade de experimento bem notória. Drive in Saturday continua mantendo a chama do disco de maneira plena e foi single. Time e a versão de Let Spend Night together alongam a experiência única e cabível.

A arte ficou icônica e passa até os dias de hoje como uma referência da face do mestre.

Um disco que gosto de ouvir sempre e nunca enjoei, pois acredito ser um êxito musical contemplativo.

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