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Resenha: The Doors (1967)

Álbum de The Doors

Acessos: 72


O Doors aclamado

Por: Fábio Arthur

06/01/2021

Talvez fosse a classe musical do grupo, ou a sintonia entre Rock e o Psicodélico, mas a fonte de força desse trabalho é conceito incrível e totalmente amplo. Foi lançado em 1967 e trouxe a banda para as paradas, fazendo assim da produção de Paul A. Rothchild bem tangível, vagando assim por nuances fortes e objetivas.

Doors, o debute, surge como a um experimento de acordo com a natureza musical de época e traz Morrison como um líder, enraizado no contexto poesia, vícios e uma sutil voz que outrora manipulava com drives acordados o textual mais voraz das frases musicais da banda. Dois dos singles do disco formaram o sucesso de rádio e fonte de inspiração para outros jovens e grupos também. Light my Fire é a tal da canção que marca fãs e os não fãs, sendo ela na rádio cortada para poder vincular melhor e vender, assim como figurar nos programas de TV de época.

Break on Trough chegou permeando o Rock com riffs balançando a veia mais afortunada sem soar Heavy ou Hard daquele momento. Larry Knechtel gravou o baixo em algumas partes, deixando assim a força de Ray apenas nesses momentos com os trocados/órgão. Soul Kitchen soa muito forte e traz aquela melodia e voz de Jim em forma excepcional. Alabama Song algo bem elaborado como uma versão de uma faixa muito mais muito antiga, aqui sai bem com essência e excelência. Back Door Man, o momento Willie Dixon e que soa um Blues altamente revigorado e com a interpretação da letra de conteúdo sexual em termos até mais singelos, mas que na voz de Morrison surge imponente. Take It as It Comes mantém a força da melodia e muito acima como uma fonte de harmonia até mesmo emocional. The End a canção para que o Doors traga tudo para si, jogando sofrimento e explorando a mente minuciosa de Jim com letras ora angustiantes e em outras mais perturbadoras. A faixa coloca o instrumental com excelência e move um épico sem soar enjoativa e muito a frente por aquele momento. A canção foi utilizada no filme de Coppola o clássico Apocalipse Now! com uma atuação forte de Martin Sheen enquanto banda toca profundo e Jim recita seus versos misturados na alma com agonia e doçura.

Não chega a ser meu disco preferido do grupo, mas sim, possui uma forma e tanto em jogar todo talento e uma certa evolução para o momento de forma voraz.

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