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Resenha: Thriller (1982)

Álbum de Michael Jackson

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Não é o melhor, mas é clássico

Por: Fábio Arthur

04/01/2021

Ainda me lembro quando meus pais me deram esse vinil em 1984, era como um sonho ouvir Michael em um rádio, após a sonoridade ampla de outrora e dos Jackson 5.

Eu tinha todo material do mestre, e quando Thriller veio com tudo nas paradas, o lance radiofônico, comercial ao extremo e os vídeos para a TV, foram de arrebatar. Quincy Jones com co-produção de Jackson, trouxe um deleite em formato Pop, Dance, R&B e entre outros tantos estilos.

Seguindo padrões dos anos 80 e mantendo o nível alto, aqui as faixas soam muito bem completas, mas não tendo a veia forte de Soul de trabalhos anteriores. Foram 7 singles, isso mesmo, culminando entre as vendagens altas e colocando o artista como recorde de vendas.

Com um investimento de mais de 700 mil dólares, Jones arrebatou Michael, moldou o cantor e o fez entoar novos patamares, mesmo que fossem os mesmos longe de ser um Soul raiz e sim um Pop agudo e até por vezes meio inserido em um som polido e fabricado.

Ganhou o Grammy e fez a cabeça da mídia musical e da popular. O disco é considerado ainda por muitos como um dos patamares musicais entre tantas obras mundiais, porém eu não sou da equipe que tece essa fonte, mas sei da importância e do teor desse trabalho; absoluto! Foram por volta de 30 milhões em vendas e o álbum segue ainda hoje por parte da mídia como um potencial sonoro.

Das mais de 25 obras, 9 foram para o álbum e o disco obteve relançamento em CD anos depois com várias dessas fontes. O maior problema foi quando Jackson ainda esperava a mixagem do álbum enquanto treinava seus passos sozinhos, mas quando ele ouviu o produto final, resolveu que aquilo não era o que ele almejava, e assim mixaram toda a obra novamente e Jackson pegava uma música em cada semana, trabalhando nela até ficar da forma que saiu no original.

Billie Jean, tema de cunho pessoal, foi um dos problemas entre Jones e Jackson, o cantor insistia na fonte de introdução longa da faixa. Jones também percebeu que Michael tinha um grau profundidade durante a gravação dela, pois o cantor a interpretava com muita energia e se entregava no texto por completo. Beat It soa Rock, com Eddie Van Halen na guitarra, que acabou executando um dos mais belos solos já elaborados, curto e incisivo. A canção título teria outro nome, mas Thriller dava dava sensação chamativa para a faixa e álbum, sendo essa como a menção de um assassino em determinado momento, dentro do textual. Vincent Price fabuloso ator, executou as vozes da canção no estúdio, deixando sua marca novamente, mas agora na área musical; perfeita essa elaboração. The Girls is Mine tem McCartney na faixa e soa ótima. Human Nature é outra canção sólida. Com colaboração de Rod Temperton, o álbum trouxe inúmeros temas em termos sociais e dos quais Jackson visualizava como importantes.

Após lançamento nos EUA, em poucos dias depois vieram os outros países. Até mesmo na arte de capa o disco chamou atenção e trouxe algo bem definido, propagando a imagem do cantor.

Fica como clássico, mas não tem o vigor dos discos passados, sem a essência musical raiz e forte, mas é um belo atributo.

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